Bovespa fecha em alta de 1,36% após decisão do Fed

A Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou seus pares nova-iorquinos e reagiu bem ao comunicado do banco central norte-americano, que decidiu hoje manter a taxa de juros dos EUA em 5,25% ao ano. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, registrou valorização de 1,36%, para 44.641 pontos. A decisão unânime do Federal Reserve (ou Fed, o BC americano) de manutenção da taxa de juros veio acompanhada de um comunicado menos agressivo do que o esperado pelos mercados. Apesar de manter o foco sobre os riscos inflacionários, os alertas soaram familiares. Além disso, o Fed afirmou que a pressão inflacionária provavelmente vai se moderar com o tempo e que recentes indicadores sugerem que a economia está um tanto mais firme. Aliviados, os investidores levaram o índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, a atingir novo recorde intraday (durante o pregão). O índice ainda pode registrar hoje também outro nível recorde de fechamento. No Brasil, a Bovespa acompanhou: no momento do anúncio da decisão do Fed, o Ibovespa operava em alta de 0,41%. Instantes depois, já obtinha valorização superior a 1%. O ranking de maiores ganhos do índice foi liderado pela Cosan, líder nacional no setor sucroalcooleiro, que anunciou hoje a intenção de comprar a Vale do Rosário, uma das maiores usinas de açúcar e álcool do País. A ação da empresa avançou 10%. Em seguida veio o papel da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com ganho de 6,05%. A empresa perdeu a disputa pela anglo-holandesa Corus para a indiana Tata Steel, o que foi bem-visto pelos investidores, pois a aquisição elevaria o nível de endividamento da CSN. Além disso, apesar da derrota sofrida no leilão, ontem, a avaliação dos analistas é de que a CSN deverá seguir a tendência de consolidação do setor, buscando novas opções para sua estratégia de internacionalização.

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