Estadão
Estadão

carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Dólar fecha em queda, cotado em R$ 3,09

Moeda foi pressionada por fluxo positivo e pela notícia de que o governo chegou a um acordo para votar o projeto de lei sobre desonerações; Bovespa subiu mais de 1% com bancos e Petrobrás

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2015 | 17h13

O dólar terminou com queda de mais de 1% ante o real, a despeito dos sinais mistos exibidos pela moeda no exterior, pressionado por fluxo positivo e pela notícia de que o governo chegou a um acordo para colocar em votação o projeto de lei sobre desonerações. O recuo do dólar, somado a dados das vendas do varejo perto do piso da projeções, ajudou a pressionar as taxas de juros para baixo. A queda dos juros só não foi maior devido às preocupações em relação ao cenário político e ao ajuste fiscal.

No término do pregão, o dólar fechou em R$ 3,0920 (-1,18%), no balcão. O volume de negócios totalizava US$ 707 milhões, segundo dados preliminares, perto das 16h30. A moeda abriu a sessão em alta, alinhada com a valorização no exterior em meio à tensões sobre a Grécia e refletindo cautela dos investidores em torno de votações de medidas do programa de ajuste fiscal. No entanto, a moeda perdeu força logo em seguida e passou a cair, reagindo ao fluxo cambial no mercados e a divulgação de dados mistos sobre construções de moradias iniciadas nos Estados Unidos, que provocaram volatilidade do dólar no exterior.

As construções de moradias iniciadas nos EUA caíram 11,1% em maio, mais que a queda de 4,7% prevista, mas as permissões para novas obras - que são sinal de atividade futura - subiram 11,8%, contrariando o recuo de 3,9% esperado. Os números alimentaram as especulações sobre a reunião de dois dias de política monetária do Federal Reserve, que termina amanhã, e será seguida da entrevista coletiva da presidente da instituição, Janet Yellen.

O dólar acelerou as perdas ao longo da tarde, renovando mínimas na sessão, à medida que os investidores ampliavam as compras em meio à notícia de que o governo aceitou dar tratamento diferenciado a quatro setores econômicos no projeto de lei que revê a política de desoneração da folha. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, era contra abrir essa brecha, mas acabou tendo de ceder hoje em nome de um acordo para assegurar a aprovação da proposta, na Câmara, ainda nesta semana. Com a conclusão das negociações, devem ficar com uma recomposição de tributos mais suave os segmentos de comunicação social, transportes e call centers, além de alimentos que compõem a cesta básica. 

Bolsa. O tom positivo prevaleceu na bolsa paulista nesta terça-feira, com o avanço das ações de bancos e da Petrobrás e a recuperação de Wall Street ajudando a quebrar uma série de três sessões de perdas no pregão local. O principal índice da Bovespa, o Ibovespa, subiu 1,06%, a 53.702 pontos. O volume financeiro da sessão somou R$ 6,3 bilhões.

No caso de Petrobrás, foi bem-recebida pelo mercado a notícia de que o Senado deve acelerar o projeto que acaba com a partilha do pré-sal. Petrobrás ON terminou com ganho de 3,38% e Petrobrás PN, de 2,77%. 

Tudo o que sabemos sobre:
Bovespabolsadólar

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.