Bovespa fecha em alta de 1% em maior pontuação do ano

Dado sobre economia do País veio abaixo do previsto, mas número sobre investimento ajudou o mercado

estadao.com.br,

10 de dezembro de 2009 | 18h17

Influenciada pelo bom humor nos mercados internacionais, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,05% nesta quinta-feira, 10, na maior pontuação do ano. O Ibovespa fechou cotado a 68.728,29 pontos, maior nível desde os 69.281,20 pontos de 9 de junho de 2008. Com a alta, acumula alta de 2,51% no mês e de 83,03% no ano. O mercado acionário movimentou R$ 6,99 bilhões no dia. 

 

Perto do horário de fechamento da Bovespa (18 horas), o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subia 0,6%, e o Nasdaq, 0,26%.

 

"Em alguma medida, a alta da Bovespa está associada aos dados do PIB (Produto Interno Bruto)”, afirmou, durante o horário do pregão, o economista André Perfeito, da Gradual Corretora.

 

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou na manhã desta quinta-feira que o PIB brasileiro subiu 1,3% do segundo para o terceiro trimestre. A mediana das estimativas dos economistas ouvidos pelo AE Projeções era de uma alta de 1,95%.

 

"Embora tenha errado feio - esperava expansão do PIB na margem de 2,30% - a abertura dos números me deixou ainda confiante", disse Perfeito. A alta de 6,5% dos investimentos (número divulgado com o PIB) reforçou o sentimento positivo em relação ao Brasil.

 

As ações ordinárias da Vale fecharam em alta de 1,66%, a R$ 49, influenciadas por perspectivas favoráveis em relação às negociações envolvendo o preço do minério de ferro e também pela elevação da recomendação do banco J.P.Morgan para esses papéis da mineradora, de "neutro" para "overweight".

 

Apresentaram as maiores altas do Ibovespa os papéis da Eletrobrás (7,34%, a R$ 38,75), da Redecard (7,3%, a R$ 25) e da Fibria Celulose (5,83%, a R$ 35,75). As quedas mais acentuadas ficaram com a JBS Friboi (3,81%, a R$ 10,10), a Vivo PN (2,57%, a R$ 52,03) e a TIM PN (1,86%, a R$ 4,75%).

 

Juros

 

Os dados do PIB amenizaram o otimismo expresso em alguns contratos futuros de juros. O DI com vencimento em julho de 2010 caiu 0,54%, de 9,22% para 9,17%. Pela manhã, investidores estavam prontos para elevar as taxas nesses contratos, sob o efeito do comunicado emitido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que optou por manter a taxa básica de juros em 8,75% ao ano, em conformidade com as expectativas.

 

Mas o levantamento do PIB deu uma dimensão diferente ao que vinha se delineando como uma expansão potente da atividade econômica no final de 2009 e enfraqueceu a expectativa de que o Banco Central iniciaria um ciclo de aperto no final do primeiro trimestre e início do segundo trimestre do próximo ano.

 

Texto atualizado às 18h42

 

(com equipe AE)

 

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