Bovespa fecha em alta e atinge nova máxima em 2008

Bolsa subiu 0,75% e chegou a 65.677 pontos. Vale e Petrobras foram os destaques de alta

Aluísio Alves, da Reuters,

28 de abril de 2008 | 18h18

Num pregão marcado por ganhos de ações ligadas a commodities e perdas no setor de telefonia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou no azul, voltando a flertar com a máxima histórica. O maior peso do primeiro grupo na carteira teórica deu fôlego para o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - nesta segunda-feira que, ao subir 0,75%, chegou a 65.677 pontos, novo pico de fechamento em 2008. O volume financeiro de negócios na bolsa atingiu R$ 5,67 bilhões.   Veja também: BC destaca risco de inflação e pode continuar a subir juros Alimentos triplicam alta e IPCA-15 mais que dobra em abril Entenda a crise dos alimentos no mundo  Entenda os principais índices de inflação  O movimento positivo foi puxado novamente pelas blue chips do mercado doméstico. As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Vale subiram 1,55%, a R$ 52,30; e as preferenciais da Petrobras avançaram 1,04%, a R$ 42,59. "As ações mais líquidas e de empresas mais conhecidas continuam sendo as preferidas para compra, especialmente dos investidores estrangeiros", disse Régis Abreu, diretor de gestão da Mercatto, destacando que a manutenção dos preços das commodities em níveis elevados contribuiu para o movimento. Fatores negativos   Durante o pregão, o Ibovespa chegou a superar os 66 mil pontos e ficar acima do recorde histórico de fechamento de 65.790 pontos, mas o índice perdeu força devido a dois fatores. Um foi a trajetória errática das bolsas de valores de Nova York, que vacilaram entre notícias corporativas animadoras e os comentários do megainvestidor Warren Buffett, que reacenderam temores de uma recessão prolongada nos Estados Unidos. Com isso, o índice Dow Jones recuou 0,16%. O outro fator foi a pressão negativa do setor de telefonia sobre o Ibovespa, notadamente pelo pessimismo do mercado com a compra da Brasil Telecom Participações pela Oi por R$ 5,86 bilhões, anunciada na tarde de sexta-feira. Com um mergulho de 9,7%, a R$ 37,75, as ações preferenciais da Oi só não tiveram desempenho pior do que as ordinárias da companhia, que desabaram 10,9%, a R$ 53,00. As ações preferenciais da Brasil Telecom Participações perderam 0,7%, a R$ 24,83, enquanto as preferenciais de sua controlada, a operadora Brasil Telecom caíram 4%, a R$ 19,20. "Os investidores parecem estar preocupados com problemas estruturais de governança da operação, que antagoniza interesses dos controladores e dos acionistas minoritários", afirmou Abreu, da Mercatto. Bolsas na Bolsa Fora do índice, o destaque foram as ações ordinárias da Bovespa Holding, com alta de 4,2%, a R$ 22,00, e da Bolsa de Mercadorias & Futuros, subindo 5,8%, a R$ 14,49. O mote foram declarações feitas pelo deputado federal Odair Cunha (PT-MG), relator da medida provisória que elevou a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para as instituições financeiras, de 9 para 15 por cento. O parlamentar informou que pretende excluir as bolsas da tributação maior, por entender que elas não fazem intermediação financeira.

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