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Bovespa fecha em alta e bate mais um recorde

Realização de lucros no início do pregão não foi suficiente para conter Bolsa de São Paulo

Reuters,

08 de outubro de 2007 | 17h37

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta nesta segunda-feira, 8, e renovou seu recorde. O mercado até ensaiou uma realização de lucros, mas no fim do dia, as compras prevaleceram. O destaque desta sessão ficou por conta da Petrobras, que liderou o giro, com volume bem acima de Vale do Rio Doce. Os papéis subiram 1,37%, para R$ 61,99.  Isso ajudou o Ibovespa a fechar em alta de 0,55%, a 62.661 pontos, segundo dados preliminares. O volume financeiro ficou em R$ 4,3 bilhões, o mais fraco do mês, mas perto da média diária do ano. O feriado norte-americano deixou os negócios mais fracos.  Dólar  No mercado de câmbio, o Banco Central voltou a comprar dólares no mercado à vista e fez com que a moeda norte-americana encerrasse em alta de 0,78%, em sessão esvaziada por um feriado nos Estados Unidos.  O dólar fechou a R$ 1,818, depois de ter caído mais de 1% na sexta-feira e atingido o menor nível desde agosto de 2000.  O mercado se preparava para um dia fraco de negócios por conta do fechamento parcial dos mercados norte-americanos - na comemoração do Columbus Day, o mercado de bônus não abriu. Mas ainda pela manhã o BC anunciou um leilão de compra de dólares.  Foi a primeira operação desse tipo desde meados de agosto, quando a turbulência externa fez o ingresso de divisas no país minguar.  Alguns operadores citaram como justificativa para o leilão do BC uma operação da Braskem. À Reuters, a empresa informou que está internalizando dólares equivalentes a quase R$ 1 bilhão para pagar ações da Copesul adquiridas na sexta-feira em Oferta Pública de Aquisição (OPA).  Para os próximos dias, analistas esperam novas operações que reforcem o fluxo cambial positivo.  Com isso, "a tendência é que o BC volte a comprar como vinha sendo de praxe, atuando no mercado pronto (à vista) e aumentando as reservas", segundo Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora.  Mercado de volta ao "normal"  Alguns analistas destacaram que a operação também foi um sinal de "normalização" do mercado depois da volatilidade gerada pela crise global de crédito.  Há divergências, no entanto, quanto à retomada da rotina de leilões diários pelo BC, como acontecia no primeiro semestre.

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