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Bovespa fecha em alta mas sem recuperar toda perda de 2ª

O mercado manteve a aposta em um corte do juro norte-americano na semana que vem

Reuters,

11 de setembro de 2007 | 18h32

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de mais de 2% nesta terça-feira, na esteira do bom desempenho do mercado internacional, mas não conseguiu apagar totalmente as perdas da véspera. O Ibovespa - principal indicador da bolsa paulista - avançou 2,4%, para 53.920 pontos, depois de cair 3,5% na segunda-feira. O volume financeiro da sessão ficou em R$ 4,2 bilhões, em linha com a média diária do ano.O mercado manteve a aposta em um corte do juro norte-americano na semana que vem, depois que o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, não fez comentários sobre perspectivas econômicas ou juro em um discurso em Berlim. "As pessoas estão se tornando um pouco menos avessas ao risco. Até a reunião (do Fed, no dia 18), o mercado vai querer operar para cima", disse John Menzies, gestor de portfólio da Pacific Growth Equity Management, em San Francisco.O mercado está posicionado para um corte de 0,25 ponto percentual no juro dos Estados Unidos e uma minoria acredita até em redução mais forte, de 0,50 ponto, diante de temores de que a maior economia do mundo entre em recessão. Com a alta desta terça-feira, o Ibovespa está 7,2% abaixo do pico de 58.124 pontos atingido em meados de julho."Acreditamos que as ações brasileiras sairão relativamente ilesas da crise global de crédito devido ao forte balanço de pagamentos, nossa visão positiva sobre petróleo e minério de ferro, e o espaço para mais cortes modestos de juro, apesar do aumento das pressões inflacionárias", afirmaram os estrategistas do UBS Pactual para renda variável na América Latina, recomendando ações ligadas ao consumo. DestaquesO destaque de alta ficou por conta da Cosan, que disparou 10,75%, para R$ 23,49. O papel caiu na sequência da polêmica oferta de ações da Cosan Limited e ainda encontra-se bem abaixo dos cerca de R$ 35 em que era negociado em junho, antes do anúncio da operação. Em segundo lugar ficaram as ações da Duratex, com valorização de 7%, a R$ 50,87. O setor imobiliário também se destacou, com Gafisa, em alta de 6,2%, a R$ 23,89, e Cyrela, com ganho de 6,3%, para R$ 18,50. Mercado cambial A alta das bolsas norte-americanas e a entrada de capitais derrubaram o dólar nesta terça-feira, e a moeda norte-americana voltou a ser cotada nos níveis do começo de agosto. Além da bonança externa, dados do Banco Central apontaram que o país pode lucrar também em dias ruins no exterior. Mesmo sem comprar moeda no mercado, as reservas do país aumentaram mais de US$ 1 bilhão em 1 dia somente com ajustes provocados pela volatilidade recente no exterior. O dólar fechou em queda de 1,08%, cotado a R$ 1,9250. Em setembro, a moeda norte-americana acumula queda de 1,94%.

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