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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Bovespa fecha em baixa de 0,32%; dólar fica a R$ 2,141

A Bovespa perdeu o fôlego nesta quinta-feira e o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou em queda de 0,32%, aos 37.558 pontos. Pela manhã, contudo, o índice chegou a voltar aos 38 mil pontos, quando atingiu a máxima do dia, de +0,91%. A mínima ficou em -0,73%. O volume financeiro somou R$ 2,36 bilhões. Já o dólar, após recuar por três sessões consecutivas, voltou a subir, tanto no mercado interbancário quanto no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O dólar comercial avançou 0,14%, para R$ 2,141, após oscilar entre a mínima de R$ 2,13 e a máxima de R$ 2,142. Na BM&F, a moeda fechou a R$ 2,141, em alta de 0,19%. As Bolsas de Nova York subiram (o índice Dow Jones fechou em alta de 0,07% e o Nasdaq, em +0,38%), e a Bolsa paulista tentou acompanhar, mas foi influenciada negativamente por dois fatores. Segundo operadores, o mercado realizou lucros acumulados nos últimos dois pregões e na manhã desta quinta, quando subiu impulsionado por rumores de que a Fitch elevaria o rating do Brasil. Na verdade, a agência de classificação de risco elevou o teto do rating para "BB+", mas a classificação soberana continua em "BB". Além disso, a Petrobras ajudou a manter a Bolsa no terreno negativo, pois figurou entre as maiores perdas, influenciada pela queda do preço do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o contrato de petróleo para setembro fechou hoje em baixa de 2,55%. No fim do pregão na Bolsa, a ação preferencial da Petrobras era negociada com desvalorização de 2,08%, e a ação ordinária, em queda de 2,37%.DólarA rolagem pelo Banco Central hoje de 93,4% ou US$ 1,493 bilhão do próximo vencimento de US$ 1,6 bilhão em swap cambial reverso em 1º de setembro ajudou a dar sustentação à moeda norte-americana, que renovou as máximas após a operação. Além disso, segundo operadores, o dado acima do esperado do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Filadélfia provocou desaceleração das altas das Bolsas em Nova York e a subida do dólar, que influenciaram o ajuste da moeda à tarde. O índice de atividade se acelerou para 18,5, em agosto, ante uma expectativa de 9,5. Em julho, o índice estava em 6. O leilão de compra de dólar realizado pelo Banco Central esta tarde só foi anunciado quando a moeda renovava as máximas, de R$ 2,142 na BM&F e no mercado interbancário, reagindo ao resultado da operação de swap reverso. No leilão, o BC aceitou seis propostas à taxa de corte de R$ 2,1395. As instituições participantes levaram 25 propostas com taxas de R$ 2,139 a R$ 2,142, informou um operador.

Agencia Estado,

17 de agosto de 2006 | 18h37

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