Bovespa fecha em baixa de 0,69% com recuo do petróleo

A Bolsa de Valores de São Paulo foi fortemente pressionada nesta terça-feira pela queda do preço do petróleo, mas a possibilidade de mais um recorde de fechamento na Bolsa de Nova York amenizou um pouco as perdas. O Ibovespa, principal índice, cedeu 0,69% e fechou aos 42.624 pontos. As ações preferenciais da Petrobras, papéis de maior peso de todo o índice, registraram perda de 1,54%, para R$ 44,20, na esteira da queda do preço do petróleo. Em Nova York, a commodity sofreu desvalorização de 3,36%, para US$ 51,21 o barril, após o ministro da Arábia Saudita, Ali Naimi, dizer que o mercado de petróleo está "mais saudável do que em outubro" e, portanto, não há necessidade de reduzir a produção. Nos Estados Unidos, as bolsas reabriram nesta terça, após o feriado de Dia de Martin Luther King Jr. na segunda, e o índice mais tradicional, o Dow Jones, já caminha para novo recorde de fechamento. Por volta das 18 horas (de Brasília), o índice avançava 0,12%, para 12.570 pontos. Caso se confirme - as Bolsas de Nova York operam até as 19 horas (de Brasília) -, este será o terceiro recorde consecutivo do Dow Jones. Na mínima do dia, influenciado pela queda do petróleo, o Ibovespa recuou 1,17%. Mesmo na máxima, não chegou a atingir o terreno positivo, ficando em -0,01%. O volume financeiro totalizou R$ 2,65 bilhões.DólarDepois de oscilar entre estabilidade e alta até o meio da tarde, o dólar inverteu o sinal e fechou em queda, acompanhando o recuo do risco Brasil pouco antes do leilão de compra da moeda norte-americana pelo Banco Central. No fechamento, o dólar comercial perdia 0,09%, para R$ 2,14. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista recuava 0,04%, a R$ 2,14065. No leilão, o Banco Central comprou dólar à taxa de corte de R$ 2,139, valor abaixo da taxa da moeda naquele momento. A virada do dólar, segundo um operador, refletiu ajuste de posições dos investidores, estimulado pela compra do BC à taxa mais baixa do que a cotação do momento e também pela queda do risco Brasil para a mínima do dia, de 190 pontos-base (baixa de 3 pontos-base)."Deu a sensação de que o mercado estava sustentando artificialmente a cotação", disse um operador, para justificar a rápida mudança de terreno decorrente do aumento da oferta de moeda. Após o leilão, em que podem ter sido aceitas apenas duas propostas, o dólar renovou a mínima de R$ 2,140 na BM&F (-0,07) e no mercado interbancário (-0,09%). Nas máximas, de manhã, as cotações subiram a R$ 2,14615 (+0,22%) na BM&F e a R$ 2,146 (+0,19%) no mercado interbancário.

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