Bovespa fecha em baixa de 0,99% aos 68.622 pontos

Com a aproximação do final do ano, investidores optam por vender ações para embolsar lucros

Claudia Violante, da Agência Estado,

16 de dezembro de 2009 | 18h23

A Bovespa se encaminhava para repetir nesta quarta-feira o comportamento dos dois pregões anteriores: morno, de lado. Mas uma mudança de rumo na hora final do pregão deu um pouco de gás aos negócios. O evento mais aguardado do dia era o resultado da reunião do Fomc, e ele não surpreendeu.

 

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,99%, aos 68.622,40 pontos. Na mínima, registrou 68.466 pontos (-1,22%) e, na máxima, 69.622 pontos (+0,45%). No mês, sobe 2,35% e, no ano, 82,75%. O giro financeiro totalizou R$ 9,328 bilhões por causa do vencimento de Ibovespa futuro e vencimento de Ibovespa. Os dados são preliminares.

 

A quarta-feira foi um dia de agenda cheia, mas os investidores estavam de olho no resultado do último encontro de 2010 de política monetária do Federal Reserve. E o BC norte-americano não surpreendeu. Manteve a taxa básica de juros do país inalterada entre zero e 0,25% ao ano e a de redesconto, em 0,50. A decisão foi unânime.

Ninguém esperava nada diferente para as taxas, apenas para o comunicado. Nele, o Fed reconheceu os sinais recentes de que a economia dos EUA está ganhando força, sugerindo que está mais perto de retirar parte de seu apoio à economia após o dado de emprego de novembro acima do esperado e de outros dados favoráveis. Mas o juro, no entanto, deve permanecer nos níveis atuais enquanto o desemprego e outras áreas da economia permanecerem em dificuldades e a inflação continuar baixa.

 

Assim, não foi desta vez que os investidores encontraram indícios sobre a data do provável retorno do aumento das taxas básicas de juros. Com o resultado previsto, a Bovespa aproveitou para ampliar a realização de lucros iniciada pouco antes do fim do encontro nos EUA, perdendo o nível de 69 mil pontos. "Os índices em Wall Street diminuíram os ganhos, a Bovespa ganhou um pouco de volatilidade com o vencimento futuro e muitos investidores que estavam comprados começaram a desfazer posições depois do resultado do Fomc", justificou um experiente profissional sobre a inversão de rumo no finalzinho da sessão.

 

Às 18h20, o Dow Jones subia 0,01%, o S&P avançava 0,28%, e o Nasdaq, 0,39%. Antes do Fomc, os investidores digeriram, entre outras coisas, o índice de inflação no varejo (CPI), que veio em linha ao subir 0,4% em novembro, e o número das novas obras de construções residenciais iniciadas, que subiu 8,9% em novembro, em relação ao mês anterior, ante previsão de aumento de 7,7%. Já o número de permissões concedidas para novas construções subiu 6% em novembro, o dobro do estimado.

 

No Brasil, saiu mais um dado que mostra o fôlego da recuperação econômica: o resultado de novembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que bateu novo recorde para meses de novembro, registrando 246.695 novos postos de trabalho. Embora positivo, o resultado não fez preço na Bolsa.

 

A inversão de rumo no final do dia afetou inclusive as ações PN da Petrobras, que subiam até então influenciadas pela alta do petróleo e migraram para o campo negativo. Os dados de estoques nos Estados Unidos fizeram a commodity subir 2,79%, para US$ 72,66 o barril para janeiro. Isso porque os estoques de petróleo caíram bem mais do que o previsto: 3,689 milhões de barris, ante previsão de -1,7 milhão de barris. Os estoques de gasolina subiram 879 mil barris (previsão + 1,4 milhão de barris); os de destilados recuaram 2,954 milhões de barris (-600 mil barris previsto).

Petrobras ON, +0,64%, PN, -0,37%. Vale ON, -0,52%, PNA, -0,65%.

 

A BM&FBovespa divulgou nesta quarta-feira a segunda prévia da carteira teórica do Ibovespa válida para janeiro a abril de 2010, que trouxe como novidade a entrada das ações da OGX Petróleo, com participação de 0,674%. A segunda prévia também confirmou a presença da LLX Logística, com 0,696%.

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