Bovespa fecha em baixa de 1,18%, em reação a empregos nos EUA

O relatório de emprego dos Estados Unidos - payroll -, divulgado nesta sexta-feira, surpreendeu positivamente e levou o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a bater a máxima de 0,72% num primeiro momento. Mas a recuperação da Bolsa não resistiu a uma leitura mais cuidadosa do relatório. O Ibovespa não demorou vinte minutos e virou. Na mínima, caiu 1,87%, acompanhando o sinal de baixa nas bolsas norte-americanas. Terminou por fechar em queda de 1,18%, aos 36.102 pontos, com volume de R$ 1,71 bilhão.Foram abertas nos Estados Unidos, em junho, 121 mil vagas, abaixo da média das estimativas, que variavam de 160 mil a 200 mil. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,6%. O problema é que o ganho por hora trabalhada dos norte-americanos subiu 0,48%, acima da previsão de alta de 0,3%. O ganho por hora trabalhada dá argumentos aos que acham que há uma pressão potencial no mercado de trabalho. O relatório de emprego afetou também as expectativas dos investidores em relação aos lucros das empresas norte-americanas, cuja temporada de balanços começa a esquentar a partir da semana que vem. O medo é de que a economia possa estar perdendo fôlego a ponto de reduzir os ganhos das empresas.Dólar O impacto positivo dos dados de emprego dos Estados Unidos foi sentido ao redor do mundo e, no Brasil, o dólar comercial perdeu valor até chegar à mínima de R$ 2,165, no mercado interbancário. Mas no encerramento dos negócios, a moeda fechou em alta de 0,32%, a R$ 2,182. Já o dólar negociado no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) caiu 0,09% no fechamento (R$ 2,182.Juro futuro Apesar da volatilidade do mercado externo, que respondeu mal ao relatório de emprego norte-americano, o mercado doméstico de juros operou em queda graças ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apresentou deflação. Com isso, o contrato de depósito interfinanceiro mais negociado, com vencimento para janeiro de 2008, terminou o dia projetando taxa de 14,86% ao ano. No fechamento de ontem, este mesmo contrato terminou a 14,93%.O IPCA divulgado hoje mostrou deflação mais intensa do que a prevista anteriormente. O índice de junho fechou em -0,21%, quando o mercado previa um número entre -0,20% e -0,05%. Assim, o índice reforçou o quadro de bons fundamentos econômicos brasileiros, que tem permitido ao Banco Central continuar na trajetória de queda dos juros, enquanto o mundo vai na direção oposta. Entre os emergentes, isso é um diferencial importante que começa a ser percebido pelos investidores estrangeiros menos afoitos.Petróleo Os contratos futuros de petróleo caíram mais de US$ 1,00 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), com os operadores realizando lucro sobre os sólidos ganhos das últimas três semanas, segundo analistas. Depois de fecharem em alta em 10 das últimas 11 sessões e de estabelecerem uma nova máxima intraday (durante o dia), os futuros de petróleo caíram abaixo da importante marca psicológica de US$ 75 o barril, com os investidores preocupados com relação à desaceleração do crescimento econômico diante dos elevados custos de energia. Na Nymex, os contratos de petróleo para agosto fecharam a US$ 74,09 o barril, queda de US$ 1,05 (1,40%). A mínima foi de US$ 73,85 e a máxima de US$ 75,55.Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para agosto fecharam a US$ 73,51 o barril, queda de US$ 0,57. A mínima foi de US$ 73,25 e a máxima de US$ 75,09.

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