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Bovespa fecha em baixa de 1,23% após discurso de Bernanke

Pronunciamento de presidente do Federal Reserve dá justificativa para realização de lucros na Bolsa de SP

Claudia Violante, da Agência Estado,

14 de fevereiro de 2008 | 18h38

O discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ao Senado norte-americano deu a justificativa para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) interromper o ciclo de alta, após quatro sessões de fechamento em terreno positivo. O ímpeto de vendas aqui, no entanto, foi mais contido do que em Wall Street até o fechamento da sessão doméstica.  O Ibovespa encerrou a sessão em baixa de 1,23%, aos 61.819 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 61.737 pontos (-1,36%) e a máxima de 63.224 pontos (+1,01%). No mês, a Bovespa tem alta de 3,91% enquanto, no ano, atinge 3,24% de queda. O volume financeiro negociado nesta quinta contabilizou R$ 5,287 bilhões (preliminar). Os especialistas ouvidos explicam que, apesar de o depoimento de Bernanke não ter sido exatamente 'bom', a Bovespa engatou mesmo uma realização de lucros à espera da agenda cheia desta sexta nos Estados Unidos e do vencimento de opções sobre ações na segunda-feira. Os bons fundamentos da economia doméstica não mudaram, segundo eles, o que adiciona um fator de tranqüilidade à queda desta quinta, comentaram alguns.  E o quadro doméstico favorável ainda contou com a defesa da economista-chefe para a América Latina e emergentes da consultoria Roubini Global Economics (RGE), Vitoria Saddi, de que o Brasil se encontra em melhor situação que outros emergentes. "O Brasil, dos emergentes, é a menina dos olhos de qualquer investidor. Se tiver crise no Brasil, o mundo entra em pânico, no sentido de que é o melhor dos emergentes, de longe", comentou em entrevista à Agência Estado. Para ela, o Brasil pode virar grau de investimento ainda em 2008.  Mas se o quadro doméstico não preocupa, a situação norte-americana ainda inspira cuidados. Nesta quinta, no Senado, Bernanke até disse que o Federal Reserve poderá agir oportunamente para conter a crise e que a economia está crescendo lentamente, com recuperação prevista para o final do ano, mas ponderou que os riscos ainda existem, nos mercados imobiliário, de trabalho e de crédito. Como pano de fundo, os investidores ainda digeriam a notícia de que o UBS registrou uma baixa contábil de US$ 13,7 bilhões relativa às hipotecas subprime, no quarto trimestre.  O que nesta quinta foi ruim, no entanto, não significa que continuará tendo essa avaliação na sexta, quando os investidores podem reler as declarações de Bernanke e ir às compras na expectativa de um corte na taxa de juros - embora o presidente do Fed tenha dito que esta possibilidade não está descartada, analistas acreditam que isso só deverá acontecer no encontro regular do Fomc. A alta das bolsas também pode ocorrer se os dados que serão divulgados, entre eles o de produção industrial, vierem bons.

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