Bovespa fecha em baixa de 1,45% e juros futuros sobem mais

O dia no mercado financeiro foi marcado pelo nervosismo e especulação nas mesas de negócios. Rumores no mercado externo sobre eventual renúncia do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o rebaixamento pelo Merrill Lynch da recomendação da dívida do Brasil de overweight (peso acima da média) para marketweight (peso na média) foram os principais motivos para o clima tenso entre os investidores. Líderes do Partido dos Trabalhadores (PT) passaram toda a tarde desmentindo tais rumores. Entre eles o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP). O presidente Nacional do PT, José Genoino, também interveio para desmentir os boatos. No começo da noite o presidente Lula negou a renúncia do ministro e também uma suposta desavença entre Palocci e o ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu.Bastaram as primeiras notas desmentindo os boatos que circulavam em Wall Street e City Londrina sobre o ministro Palocci e o mercado baixou sensivelmente o estresse. Segundo apuração da editora Márcia Pinheiro, da Agência Estado, à medida que ficam claros alguns interesses especulativos, os investidores reduziram a inquietação. No mercado de ações, o Ibovespa ? índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ? fechou em queda de 1,45%, depois de ter atingido a mínima de -2,85%. O volume financeiro somou R$ 638 milhões. O risco Brasil ? que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país ? avançava 47 pontos, às 17 horas, para 900 pontos-base.No mercado de juros futuros, os contratos com taxas pós-fixadas e vencimento em janeiro de 2004, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) pagavam taxa de 23,190% ao ano, frente aos juros de 22,220% ao ano negociados na sexta-feira. O dólar comercial encerrou o dia em R$ 3,0700 na ponta de venda, registrando alta de 1,32% em relação aos últimos negócios de sexta-feira.

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