Bovespa fecha em baixa de 2,15%; Dólar registra 4ª alta consecutiva

A semana começou mal na Bolsa de Valores de São Paulo, que perdeu o suporte dos 36 mil pontos. O Ibovespa, principal índice, registrou nesta segunda-feira queda de 2,15%, fechando a 35.772 pontos. Na mínima, o índice recuou 2,44%. Na máxima, não passou de 0,01%. O volume negociado totalizou R$ 2,18 bilhões. O dólar manteve a trajetória dos últimos dias e encerrou com ganho pelo quarto pregão consecutivo, tanto no mercado interbancário quanto no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). No mercado interbancário, o dólar comercial registrou alta de 0,76%, cotado a R$ 2,176. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,17 e a máxima de R$ 2,185. Na BM&F, o dólar negociado à vista fechou com variação de +0,79%, a R$ 2,175. Os vilões da Bolsa foram Petrobras e Vale do Rio Doce, cujas ações caíram pressionadas pela desvalorização nas cotações do preço do petróleo e das commodities metálicas, respectivamente. O papel preferencial da Petrobras terminou o dia em baixa de 3,98%; a ação preferencial classe A da Vale recuou 4,23%. Juntas, as ações dessas duas blue chips (empresas com ações de primeira linha) correspondem a quase 30% do Ibovespa, o que ajuda a explicar a queda no mercado acionário brasileiro . Analistas ponderaram que o pano de fundo global para esse início de semana nervoso na Bovespa é o medo de uma desaceleração mais abrupta da economia mundial, o que estaria contribuindo para jogar para baixo os preços das commodities. O valor do barril do petróleo no mercado internacional caiu 0,97% em Nova York, para US$ 65,61, reagindo aos sinais de que o Irã flexibilizou sua posição quanto ao seu programa de enriquecimento de urânio. Paralelamente, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo decidiu manter suas cotas de produção inalteradas, apesar de alguns sinais de que poderia cortar a produção.DólarOs investidores trabalharam atrelados ao cenário externo, que teve um dia de volatilidade. A forte queda do preço do petróleo e das commodities metálicas puxou os negócios para baixo lá fora e também aqui. Quando o cenário ficou um pouco melhor no exterior, ajudou a tirar o câmbio das máximas. As cotações mais elevadas têm se sustentado com a ajuda de estrangeiros, que vêm zerando posições para terem hedge durante o processo eleitoral. O avanço das importações também tem contribuído para sustentar o dólar em terreno positivo, segundo um operador.

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