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Bovespa fecha em baixa, de olho no exterior; Gol sobe mais de 5%

Ibovespa foi pressionado pelas ações de Petrobrás e bancos e por dados fracos do setor imobiliário dos Estados Unidos

Priscila Jordão, Reuters

28 de julho de 2014 | 17h40

A bolsa brasileira fechou em leve baixa nesta segunda-feira, pressionada pelas ações de Petrobrás e de bancos e com dados fracos do setor imobiliário dos Estados Unidos ofuscando uma melhora do humor do mercado com relação à China. O Ibovespa teve variação negativa de 0,22%, aos 57.695 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 4,97 bilhões.

A alta de ações chinesas nesta segunda-feira, repercutindo dados que mostraram um salto robusto no lucro de empresas industriais da segunda maior economia do mundo, chegou a ajudar a Bovespa a subir pela manhã e favoreceu a ação da Vale. A mineradora tem na China o maior destino de suas exportações. Mas, nos EUA, o número de contratos de compra de moradias usadas teve inesperado recuo em junho, jogando um pouco de água fria na recuperação do mercado imobiliário do país.

"Apesar de os dados chineses darem um alento ao mercado, não vemos uma força muito grande em função dos números de moradia dos EUA. O mercado vai ficar bem atento à prévia do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano (na quarta-feira), um parâmetro melhor da recuperação do país", disse o analista Luis Gustavo Pereira, da Guide Investimentos.

No mercado acionário doméstico, o papel da Petrobrás caiu mais de 1% e se sobrepôs à influência positiva da Vale, derrubando o Ibovespa. Também influenciam na queda do índice os papéis de Itaú Unibanco e Bradesco.

Entre as maiores altas do dia, as ações da Gol foram o principal destaque, subindo 5,38%. Os papéis responderam a dados divulgados pela companha aérea antes da abertura do mercado, que mostraram alta de 27% na receita por passageiro no segundo trimestre sobre o mesmo período do ano passado. O BTG Pactual reiterou recomendação de "compra" para a ação da Gol e o BB Investimentos manteve a indicação de "outperform" (acima da média do mercado) para o papel.

A empresa de alimentos JBS subiu 1,65%, depois de fechar acordo para comprar os negócios de aves da norte-americana Tyson Foods no Brasil e no México por US$ 575 milhões.

Hypermarcas e Tractebel repercutiram os balanços das companhias divulgados na noite de sexta-feira, com a primeira em alta de mais de 1% e a segunda em baixa de mesma intensidade. O lucro da Hypermarcas cresceu mais de seis vezes na comparação anual e ficou acima da expectativa de analistas, enquanto o da Tractebel caiu 77%, prejudicado pelos efeitos negativos das transações no mercado de energia de curto prazo.

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