Bovespa fecha em leve alta de 0,58% nesta terça-feira

Ganhos do dia foram limitados pelo rebaixamento do rating do Abu Dhabi Commercial Bank pela Moody's.

Luciana Xavier. da Agência Estado,

29 de dezembro de 2009 | 19h04

O Ibovespa abriu novamente em alta nesta terça-feira,29, reforçando o viés positivo para o mercado de ações neste final de ano. É verdade que a liquidez foi baixa, mas não há mesmice nenhuma neste pregão em comparação a 29 de dezembro de 2008. O horizonte agora é outro, muito mais claro e promissor. Há exato um ano, a bolsa paulista saiu do negativo no último momento para fechar em alta de 0,53%, aos 37.060,16 pontos.

 

Hoje o índice passou o dia no azul e fechou em alta de 0,58%, aos 68.296,04 pontos. O giro financeiro

somou R$ 2,92 bilhões. A mínima foi de 67.901,70 pontos e a máxima de 68.308,78 pontos. Em dezembro até o momento, a bolsa valorizou 1,87% e acumula em 2009, +81,88%.

 

"Naquele pregão de 2008 a incerteza era total. Ninguém imaginava que a recuperação se daria com tanta rapidez, nem que o Brasil se sairia tão bem", lembrou o analista de investimentos da SLW

Corretora, Pedro Gaudi. "A tendência é de um desempenho muito positivo para a bolsa em 2010", acrescentou.

 

A agenda não chegou a ser morosa como se espera nesses dias que precedem o feriado de ano novo. Aqui, o Banco Central mostrou que houve estabilidade na inadimplência em novembro, com

tendência de queda, segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. O crédito mostra expansão e a expectativa do BC é de que o estoque de crédito no sistema financeiro terá alta de 20% em 2010.

 

As empresas que dependem de crédito tiveram um dia bom. A rede varejista online B2W figurou entre as maiores altas, de +2,83%. A Redecard, credenciadora de cartões, admitiu falha em seu sistema de comunicação na véspera de Natal e informou que irá realizar auditoria independente "para apurar as causas do incidente e as medidas necessárias para que tal evento não volte a ocorrer". As ações da empresa, que ontem chegaram a liderar as maiores baixas do Ibovespa, hoje estiveram entre as mais negociadas, com alta de 1,24% e 2.470 papéis negociados.

 

Ações de segunda e terceira linha também se destacaram. A Laep/Parmalat, em recuperação judicial, atraiu 2.960 negócios. As ações da empresa subiram 21,43%.

 

Os papéis mais negociados na bolsa, no entanto, foram, mais uma vez, da OGX, com 17.538 negócios e alta de 0,12%. Ontem, a empresa de petróleo e gás anunciou a segunda descoberta no poço OGX-3, em continuidade à descoberta comunicada em 18 de dezembro, em águas rasas da Bacia de Campos. A expectativa de analistas é de que a descoberta poderá acrescentar "uma série de centenas de milhares de barris" às reservas da companhia.

 

Amanhã, a terceira e definitiva prévia da carteira teórica do Ibovespa, válida para janeiro a abril do ano que vem, deve movimentar mais o pregão e pode trazer um volume um pouco maior. Na segunda prévia, foi confirmada a presença da LLX, além da entrada das ações da OGX.

 

Lideraram as maiores altas do Ibovespa, Ambev PN (+3,13%) e TAM PN (+3,02%). As maiores baixas

foram Fibria ON (-3,10); Comgas PNA (-1,73%); Souza Cruz ON (-1,47%)

 

As ações da Petrobras PN subiram 0,14% e Vale, +0,02%, seguindo, com menos vigor, a alta dos

preços de commodities no mercado internacional. O petróleo na Nymex subiu 0,13% e fechou a US$

78,87. Em Londres, o cobre fechou em US$ 7.275 a tonelada, 3% acima do fechamento de quinta-feira

(24/12) - ontem foi feriado em Londres e não houve negócios. O zinco terminou em alta de 2,1%, o chumbo ganhou 4%, o níquel avançou 3% e o estanho, 3,3%.

 

Apesar de dados econômicos positivos, os investidores mantiveram a cautela nas bolsas em Nova York diante da notícia de rebaixamento do rating do Abu Dhabi Commercial Bank pela Moody's Investor Service. A agência justificou o movimento citando o enfraquecimento do vigor financeiro da instituição

em virtude do aumento da inadimplência nos empréstimos e prejuízo nos investimentos. Às 18h03 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 21 pontos (0,21%), o Nasdaq caía 0,61 ponto (0,03%) e o S&P-500 registrava alta de 0,47 ponto (0,02%).

 

Na agenda de lá, os destaques foram a pesquisa S&P/Case-Shiller, que mostrou que o índice de

preços das residências nos maiores centros urbanos dos EUA em outubro ficou estável em relação a

setembro, mas caiu 6,4% ante o mesmo mês do ano passado, enquanto nas 20 grandes áreas

metropolitanas os preços das residências declinaram 7,3%, na mesma base de comparação anual. A previsão era de queda de 7,7% para os preços nas 20 cidades.

 

Já a confiança do consumidor, também divulgada hoje, mostrou que os norte-americanos estão mais

otimistas. O índice subiu para 52,9 neste mês, de uma leitura revisada em 50,6 no mês passado.

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