Bovespa fecha em leve alta e tem 3a semana no azul

O principal índice da Bovespa fechou em leve alta nesta sexta-feira, alinhado com os mercados norte-americanos, e cravou a terceira semana consecutiva no azul.

PRISCILA JORDÃO, Reuters

16 de maio de 2014 | 17h45

O movimento ocorreu apesar da queda da ação da mineradora Vale, que teve preço-alvo cortado pelo Credit Suisse.

O Ibovespa teve variação positiva de 0,22 por cento, a 53.975 pontos, e subiu 1,65 por cento na semana. O giro financeiro do pregão somou 6,3 bilhões de reais.

O índice rondou a estabilidade durante boa parte do pregão, tendo passado a esboçar leve avanço perto do fechamento, em linha com os índices Dow Jones e S&P 500, em Nova York.

A ação da Sabesp subiu quase 5 por cento e ficou entre as maiores altas do dia, apesar de a empresa ter registrado queda de 3,7 por cento no lucro líquido no primeiro trimestre.

"O crescimento maior que o esperado do volume faturado (de 5,2 por cento anualmente contra estimativas perto da estabilidade) superou nossas estimativas e o consenso do mercado", afirmaram analistas do Citi, acrescentando que o lucro líquido também ficou acima do esperado.

Outro papel que ficou entre as principais altas foi a ação ordinária da Eletrobras, que teve lucro líquido de 986 milhões de reais no trimestre passado, revertendo prejuízo de 36 milhões de reais visto em igual período de 2013.

O avanço da bolsa foi contido pelas ações preferenciais e ordinárias da Vale, que caíram mais de 2 por cento cada, respondendo pelas principais pressões negativas do dia.

O Credit Suisse cortou o preço-alvo do ADR da mineradora para 17 dólares, ante 19 dólares, argumentando que os temores do mercado sobre os menores preços do minério de ferro limitarão a performance do ativo nos próximos 12 meses. A recomendação permaneceu "neutra".

Os papéis da Vale e da Petrobras também foram influenciados pela atividade de investidores que se anteciparam ao vencimento de opções sobre ações, que ocorre na segunda-feira, afirmaram operadores.

Na cena macroeconômica, o resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que recuou 0,11 por cento em março sobre fevereiro, mostrando perda de fôlego da economia no fim do primeiro trimestre, contribuiu para conter o ânimo do mercado.

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