Bovespa fecha em nova queda e acumula perda de 41,7% no ano

Em Nova York, o índice Dow Jones apresentou a melhor semana desde 1974 e o pior mês desde agosto de 1998

Da Redação,

31 Outubro 2008 | 18h21

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou a última sessão do mês no vermelho, em meio a uma realização de lucros com ações de bancos e de commodities. Na contramão de Wall Street, o Ibovespa teve queda de 0,51%%, a 37.256 pontos. Com isso, o índice fechou o mês com desvalorização de 24,80%. No ano, a perda é de 41,68%.   Veja também De olho nos sintomas da crise econômica  Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    Em Nova York, o Dow Jones fechou em alta de 1,57% nesta sexta-feira, acumulando valorização de 11,3% na semana - a maior desde outubro de 1974. No mês, porém, a queda porcentual do índice, de 14%, foi a pior desde agosto de 1998.   Dentre os piores desempenhos da Bovespa, a Companhia Siderúrgica Nacional perdeu 8,3%, para R$ 28,71. No setor financeiro, Nossa Caixa puxou a fila, desabando 6,5%, para R$ 32,30.   No mercado de câmbio, o dólar voltou a subir, após quatro sessões em queda, e fechou o mês com valorização de 13,35%, a maior desde fevereiro de 1999. A moeda fechou em alta de 2,52% nesta sexta-feira, cotada a R$ 2,156. A atuação do Banco Central no mercado fez efeito, mas não foi suficiente para evitar que a moeda norte-americana acumulasse alta de 21,46% em 2008.   Já as bolsas de valores européias fecharam a sexta-feira em alta, impulsionadas pelos papéis do setor petrolífero e farmacêutico. O índice das principais ações européias FTSEurofirst 300 registrou alta de 2,79%, para 928 pontos. No mês, porém, o índice teve perda de 12,7%, na pior queda desde setembro de 2002, quadro alimentado pela crise de crédito e pela conseqüente desaceleração econômica.   Em Londres, o índice FT-100 subiu 85,69 pontos (2,00%) e fechou com 4.377,34 pontos. Na semana, o índice acumulou um ganho de 12,72% mas, no mês, sofreu uma queda de 10,71%. "O sentimento nos mercados parece ter revivido (nesta semana)", comentou Jeremy Batstone-Carr, chefe de pesquisas da Charles Stanley. "Temos muito caminho pela frente para uma recuperação econômica, mas os investidores se perguntam cada vez mais se a recessão global já foi precificada", disse.   Em Paris, o índice CAC-40 avançou 79,25 pontos (2,33%) e fechou com 3.487,07 pontos. Na semana, o índice teve uma valorização de 9,18% mas, no mês, registrou uma desvalorização de 13,52%.   Em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 118,67 pontos (2,44%) e fechou com 4.987,97 pontos. Na semana, o índice registrou um ganho de 16,12% mas, no mês, sofreu um tombo de 14,46%. BASF fechou com alta de 8,4% nesta sexta-feira. A seguradora Allianz recuou 6,4% influenciada pela queda nas ações da também seguradora Hartford, que registrou prejuízo no terceiro trimestre. Volkswagen devolveu os ganhos iniciais e fechou praticamente estável, com queda de 0,10%.   Em Madri, o índice IBEX-35 fechou com alta de 293,10 pontos (3,32%) para 9.116,00 pontos, puxado pelas ações do setor financeiro. Na semana, o índice acumulou uma alta de 9,13% mas, no mês, registrou um declínio de 17,03%. Santander subiu 5,4%, BBVA avançou 4,5% e Banco Popular subiu 6,32%.   Em Milão, o índice S&P/MIB subiu 599 pontos (2,88%) e fechou com 21.367 pontos. Na semana, o índice registrou uma valorização de 7,49% mas, no mês, sofreu uma perda de 16,31%. Nesta sexta, as ações da petrolífera ENI subiram 4,34% e as Parmalat avançaram 5,30%.   Em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 105,59 pontos (1,69%) e fechou com 6.360,51 pontos. Na semana, o índice teve um ganho de 6,60% mas, no mês, o resultado foi negativo em 20,82%. EDP Renováveis avançou 11%, liderando os ganhos. Traders citaram uma recuperação técnica depois das quedas recentes. Galp subiu 4,7% depois que os reguladores da União Européia autorizaram a aquisição pela Galp das operações da ExxonMobil em Portugal.

Mais conteúdo sobre:
Crise Financeira Crise nos EUA Bovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.