À espera do PIB do 1º trimestre, Bovespa recua 0,48%

Incertezas sobre o impacto das medidas de ajuste fiscal e a queda das bolsas no exterior também impactaram o mercado local

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

28 Maio 2015 | 18h22

A Bovespa fechou em queda, acompanhando o sinal negativo de seus pares nos exterior. Segundo alguns profissionais do mercado, a expectativa em relação ao resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que será anunciado na sexta-feira, 29, e as dúvidas sobre o impacto das medidas de ajustes fiscal sobre alguns setores da economia também contribuíram para reduzir o apetite dos investidores. No fechamento, o Ibovespa recuou 0,48%, aos 53.976,27 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 5,373 bilhões, segundo dados preliminares. 

O mau humor nos mercados acionários teve início na Ásia, com a Bolsa de Xangai recuando 6,5%, no segundo pior resultado neste ano, devido a fatores locais. Na Europa, as bolsas da região fecharam em queda, reagindo à declaração da diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, de que ainda há muito trabalho a fazer em relação à Grécia, o que reduziu as esperanças de um acordo entre o país e seus credores em breve. Enquanto isso nos EUA, dados dos pedidos de auxílio-desemprego de vendas de imóveis e declarações de um membro do Federal Reserve (Fed) alimentaram as expectativas de que a autoridade monetária pode elevar as taxas de juros neste ano e provocaram queda das bolsas em Nova York. No fechamento, Dow Jones caiu 0,80%, o S&P 500, 0,13%, e o Nasdaq, 0,23%.

Entre as baixas do índice, destaque para as ações dos bancos e da Vale, que possuem grande peso no Ibovespa. Entre os fatores citados para a baixa das ações bancárias, estavam a notícia divulgada ontem pelo Broadcast de que a equipe econômica pode cobrar imposto de renda sobre investimentos em Letras de Crédito Agrícola (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e um relatório desfavorável do Barclays sobre o setor. No fim do dia, Banco do Brasil ON (-2,26%), Bradesco ON (-0,84%), Bradesco PN (-0,62%), Itaú Unibanco PN (-1,18%) e Santander Unit (-0,92%).

Já as ações da Vale foram pressionadas pelo recuo dos preços internacionais do minério de ferro, depois de quatro elevações seguidas, e pela cautela desencadeada pela queda acentuada da bolsa de Xangai. Vale ON (-1,96%) e Vale PNA (-2,16%). O setor de siderurgia também terminou no negativo, penalizado por um relatório do BTG Pactual, que cortou recomendação para a CSN. Os papéis ON da siderúrgica caíram 6,81%, Usiminas PNA, -4,99%, e Gerdau PN, -1,77%.

Entre os destaques positivos estavam as ações da Petrobras, que se firmaram em alta no fim da sessão, ajudadas pela recuperação dos preços do petróleo. No fim, Petrobras ON (+0,67%) e Petrobras PN (+0,96%).

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