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Bovespa fecha em queda de 1,08%; Dólar tem valorização de 0,23%

Prejudicada por notícias envolvendo a Petrobras e também por indicadores norte-americanos, a Bolsa de Valores de São Paulo terminou o dia em queda. O Ibovespa, principal índice, perdeu 1,08%, para 36.153 pontos. Seguindo o mau humor externo e potencializado pela cautela dos investidores em câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,23%, cotado a R$ 2,163. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,154 e a máxima de R$ 2,167. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista terminou com ganho de 0,30%, também a R$ 2,163. Na mínima, o Ibovespa recuou 1,26%. Na máxima, subiu apenas 0,36%. O volume foi fraco, refletindo a cautela dos investidores com os dados que saem nesta sexta-feira nos Estados Unidos. No total, foi negociado R$ 1,69 bilhão.A Bolsa teve uma manhã de altos e baixos, mas sem grandes oscilações, acompanhando o desempenho fraco do mercado norte-americano, que reagiu com preocupação aos dados divulgados nesta quinta. O crescimento inesperado, de 0,2%, das vendas no varejo em agosto, e aumento de 0,8% dos preços de importados nos EUA, também referente a agosto, reavivaram a preocupação com a inflação e o receio de um novo aumento no juro. O temor aumentou as expectativas quanto ao índice de preços ao consumidor norte-americano de agosto, que será divulgado na sexta. O índice é o mais utilizado pelo banco central dos EUA para monitorar a inflação e assim definir a taxa básica de juros do país. A cautela, na véspera dessa divulgação, explicou em parte o movimento fraco na Bolsa paulista desta quinta.A proximidade do vencimento de opções sobre ações, na segunda-feira, também ajudou a frear um pouco os negócios na Bovespa.Mas a tendência de baixa do Ibovespa foi potencializada por notícias envolvendo a Petrobras. Além da queda dos preços do petróleo (em Nova York, o barril para outubro recuou 1,17%), a Petrobras ocupou grande espaço no noticiário do dia por causa da decisão do governo da Bolívia de transferir para a YPFB, estatal petrolífera boliviana, o direito de exploração e comercialização da produção das refinarias estrangeiras, como da Petrobras, sem nenhum pagamento. No topo do ranking das maiores baixas do índice ficou a ação ordinária da Petrobras, que encerrou em queda de 3,45%. A segunda maior baixa do dia foi da ação preferencial da empresa, que perdeu 2,90%.DólarAnalistas ouvidos pela Agência Estado avaliam que a tendência de queda do dólar realmente perdeu força. Eles dizem que o dólar vai alternar momentos de alta e de baixa nos próximos dias, em busca de um novo patamar para as cotações. Esse novo patamar contemplaria, pelo lado negativo, a manutenção das incertezas em relação ao cenário internacional e a proximidade das eleições presidenciais e, pelo positivo, as estimativas favoráveis para o fluxo de recursos, provenientes, principalmente, de balança comercial forte.No início desta manhã, o lado positivo recebeu um importante incentivador que, no entanto, foi menosprezado pelo mercado. Embora não tenha conseguido desfazer as tensões sobre o cenário internacional, o Fundo Monetário Internacional (FMI) colocou um pano quente sobre um aspecto preocupante, que tem assombrado os investidores nos últimos dias, ao revisar, para cima, as estimativas de expansão do PIB mundial. A elevação das projeções do FMI para o PIB foi de 0,2 ponto porcentual este ano e em 2007, com as taxas passando para 5,1% e 4,9%, respectivamente. Mas vale ressaltar que o crescimento maior está concentrada nos países asiáticos, especialmente China, e em outros países em desenvolvimento. Europa, EUA e Japão ficam de fora dessa melhora. Ainda assim, para países como o Brasil, exportador de commodities, a notícia de perspectivas de atividade econômica mundial maior é bem-vinda.

Agencia Estado,

14 de setembro de 2006 | 17h52

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