Bovespa fecha em queda de 1,92%, afetada pelo petróleo

A Bolsa de Valores de São Paulo voltou a piorar nesta terça-feira, tendo o petróleo como principal vilão. O alívio de segunda, quando o Ibovespa, principal índice, subiu 1,38%, durou pouco: nesta terça o índice fechou em baixa de 1,92%, aos 42.006 pontos. Na mínima do dia, chegou a recuar 3,25%. O volume, por outro lado, foi robusto, de R$ 4,16 bilhões. Mas, desse total, R$ 755 milhões referem-se a uma oferta pública de aquisição de ações da CTEEP.Na máxima do dia, o Ibovespa não subiu mais que 0,40%. A pequena alta, obtida nos primeiros minutos de pregão, não se sustentou por causa da queda acentuada dos preços do petróleo, que superavam 3% no início da tarde. No fim do dia, a commodity reduziu as perdas para menos de 1%, deixando de pesar tanto sobre a Petrobras. Ainda assim, as ações preferenciais da empresa, papéis com o maior peso no Ibovespa, terminaram o dia em baixa de 2,30%. A queda do petróleo reflete a continuidade das vendas pelos fundos depois do frustrado rali na sessão anterior, além da expectativa de alta nos estoques semanais, com divulgação prevista para amanhã. Segundo operadores, a realização de lucros por parte dos estrangeiros continuou a ser um fator de pressão na Bolsa, mas ainda é vista como um ajuste passageiro.Nos seis pregões deste ano, a Bovespa já acumula perda de 5,55%.DólarDepois de operar em baixa na primeira parte dos negócios, o câmbio voltou a exibir volatilidade nesta terça à tarde. No fechamento, o dólar negociado no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou estável, cotado a R$ 2,150. Já o dólar comercial terminou a R$ 2,150, com queda de 0,05%.A moeda norte-americana renovou as máximas no período da tarde, refletindo um aumento de posições defensivas provocado pela queda das Bolsas em Nova York e da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na esteira do recuo das commodities metálicas e do petróleo no mercado internacional.A subida do risco Brasil e a expectativa pelo leilão de compra de moeda do Banco Central também estimularam ajustes de posição, que levaram o dólar BM&F e o comercial à máxima de R$ 2,153. Às 16h35, o Risco País permanecia na máxima registrada durante o dia, em alta de 5 pontos a 202 pontos-base. O avanço das cotações provocou oportunidade de negócios e algumas tesourarias devolveram parcialmente as posições, contribuindo para a desaceleração final do dólar, afirmou um operador.

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