Bovespa fecha em queda de 3,4%, mas sustenta ganhos da semana

Bolsa acompanhou a aversão ao risco no exterior e também continuou a repercutir o jogo eleitoral, após pesquisa mostrar Dilma e Aécio em empate técnico no segundo turno

Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 17h28

A aversão a ativos de maior risco no exterior, somada à realização dos lucros mais recentes no Brasil, fez a Bovespa recuar mais de 3% nesta sexta-feira. A sessão também continuou repercutindo o jogo eleitoral, após as pesquisas do Ibope/Estadão/TV Globo e do Datafolha mostrarem empate técnico entre Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. Na semana, porém, a Bovespa ainda sustentou ganhos de 1,4%, em função do impacto positivo da ida do tucano para o segundo turno.  

No fim, o Ibovespa terminou a sexta-feira com perda de 3,42%, aos 55.311,59 pontos, na mínima. Na máxima, atingiu 57.266 pontos (estável). No mês, acumula ganho de 2,21%. No ano, a Bolsa sobe 7,39%. O giro financeiro totalizou R$ 7,385 bilhões. 

Na noite de ontem, tanto o Ibope quanto o Datafolha mostraram empate técnico entre Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, com o tucano numericamente à frente (51% a 49% dos votos válidos). A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.   

Profissionais citavam que o mercado teve hoje um pouco de realização e um pouco de decepção. Tudo porque, apesar de Aécio aparecer numericamente à frente de Dilma nas duas pesquisas divulgadas ontem, o mercado esperava que ele tivesse maior vantagem ante Dilma, e não situação de empate técnico.  

A novela eleitoral pressionou as ações da estatais para baixo, além de papéis de bancos e da BM&FBovespa, justamente as que subiram na expectativa dos números de ontem. Vale e siderúrgicas também recuaram. 

Petrobrás ON caiu 5,46%, PN, -5,57%, BB ON, -4,43%, Eletrobras ON, -4,80%, Eletrobras PNB, -5,12%, Bradesco PN, -4,82%, Itaú Unibanco PN, -3,92%. O desempenho do Ibovespa piorou à tarde, acompanhando a deterioração das bolsas norte-americanas. Hoje, a Standard & Poor's rebaixou o rating da dívida de longo prazo em moeda estrangeira e em moeda local da Finlândia para AA+, de AAA. A perspectiva é estável. Com isso, apenas 12 países mantêm ratings AAA na S&P. A S&P também reafirmou o rating de crédito de longo prazo da França em AA e o rating de crédito de curto prazo em A1+, mas rebaixou a perspectiva para "negativa", de "estável".

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