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Bovespa fecha em queda pelo 4º dia seguido com especulação eleitoral

No fim do dia, a Bolsa reduziu um pouco as perdas e terminou com um recuo de 1,68%, aos 56.818 pontos

Clarissa Mangueira, Agência Estado

22 de setembro de 2014 | 17h23

A Bovespa fechou em queda nesta segunda-feira, pela quarta sessão consecutiva, à medida que o sentimento dos investidores foi afetado por especulações eleitorais. Declarações de um ministro chinês, que minimizou as expectativas sobre a adoção de medidas de estímulo na China, também contribuíram para o mau humor na Bolsa.

No fim do dia, o Ibovespa reduziu um pouco as perdas e terminou com recuo de 1,68%, para 56.818,pontos. Segundo operadores, a redução da queda pode ter sido resultado de operações de day trade. O volume de negócios totalizou R$ 7,633 bilhões. O índice oscilou entre uma máxima de 57.788 pontos (estável) e uma mínima de 55.974 pontos (-3,14%). No mês de setembro, a Bolsa acumula queda de 7,29% e no ano, alta 10,31%. 

A aversão ao risco teve início na madrugada desta segunda-feira durante o pregão asiático, após o ministro de Finanças da China, Lou Jiwei, dizer que o governo não vai mudar sua política econômica de forma drástica apenas por causa da fraqueza de um indicador econômico, num comentário que pode desencorajar esperanças de medidas mais agressivas de estímulos. Durante encontro de ministros de finanças e banqueiros centrais do G-20 na Austrália no fim de semana, Lou reconheceu também que a atividade na segunda maior economia do planeta tem sofrido pressão negativa.

A fala do ministro levou o Xangai Composto, principal índice acionário da China continental, a um recuou 1,7%, a 2.289,87 pontos, atingindo o menor nível desde o último dia 3 e registrando a maior queda porcentual desde o dia 16.

O mau humor se propagou pelas bolsas da Europa e de Nova York e afetou a negociação no Brasil, que também foi impactada pelas especulações em torno do cenário político. Os investidores aguardam novas pesquisas eleitorais nesta semana, entre elas a Vox Populi, que pode sair hoje, e o Ibope, amanhã. Analistas afirmaram que há rumores sobre uma melhora da presidente Dilma Rousseff (PT), com queda de Marina Silva (PSB) e alguma recuperação de Aécio Neves (PSDB). A interpretação é de que, se o tucano conseguir superar Marina no primeiro turno, e ir para o segundo turno com Dilma, seria mais fácil para a petista vencê-lo.

As especulações sobre uma provável vantagem de Dilma prejudicaram as ações das empresas estatais - o chamado "kit eleição". Banco do Brasil ON (-4,74%), Eletrobrás ON (-3,96%), Eletrobrás PN (-4,81%), Petrobrás ON (-2,27%), Petrobrás PN (-1,53%). As ações da Vale e siderúrgicas também registraram queda acentuada, afetada pelos comentários sobre as medidas de estímulo na China. Vale ON (-3,67%), Vale PNA (-4,14%), CSN (-3,28%), Gerdau PN (-3,16%) e Usiminas PNA (-3,43%).

Os poucos destaques positivos da sessão foram Tim ON (1,20%), Santander (0,68%) e Dasa (0,17%). Segundo operadores, os papéis da Tim continuam se beneficiando de notícias de possível consolidação no setor de telefonia, enquanto as ações do banco espanhol são impulsionadas pela oferta pública voluntária de permuta de units e ações para saída do nível 2 de governança corporativa da BM&FBovespa.

A agenda de indicadores doméstica trouxe a divulgada do Boletim Focus do Banco Central. O documento mostrou que a mediana das expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) indicou uma alta de apenas 0,30% este ano, ante projeção anterior de avanço de 0,33% e de expansão de 0,70% esperada um mês atrás. Esta é a 17ª semana consecutiva em que o mercado revisa o número para baixo. Em relação ao câmbio, o boletim mostrou que a mediana das projeções para dezembro de 2014 está em R$ 2,34. No levantamento anterior, a mediana era de R$ 2,30 e, há um mês, de R$ 2,35.

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