Bovespa fecha estável e volta a alcançar os 58 mil pontos

Na máxima do dia, índice Ibovespa registrou 58.337 pontos, patamar que não atingia há quase 13 meses

AE,

24 de agosto de 2009 | 17h18

A Bovespa seguiu o sinal positivo vindo do exterior e deu continuidade aos ganhos da semana passada, ultrapassando o nível dos 58 mil pontos pela primeira vez em 2009. No início da tarde, o Ibovespa, o principal índice da Bolsa de São Paulo, subia 1,05%, para 58.337 pontos. A última vez que a Bolsa operou neste patamar foi em 29 de julho de 2008, quando fechou aos 58.042 pontos. No encerramento do pregão, o índice perdeu fôlego e fechou em leve alta de 0,08% (57.775,37 pontos).

 

No exterior, os investidores mantiveram as apostas de recuperação econômica, projetando os índices de ações norte-americanos e europeus para novas máximas em 2009 e incentivando compras de vários outros ativos, como o dólar, o petróleo e os metais. Os indicadores econômicos desta segunda-feira, embora favoráveis, apenas ajudaram a sustentar o ritmo. Nas bolsas europeias, o índice CAC-40 de Paris e o índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 estabeleceram novas máximas para 2009, impulsionados ainda pelo desempenho das mineradoras. Paris fechou em alta de 1,01%. Londres subiu 0,93% e Frankfurt ganhou 1,04%. Mas em Nova York, os poucos indicadores divulgados e a cautela dos investidores após recordes de fechamento do ano na última sexta-feira, 21, praticamente mantiveram estáveis os índices das bolsas: Dow Jones subiu 0,03%; Nasdaq recuou 0,14%; e S&P500 caiu 0,06%.

 

O mercado doméstico de câmbio aproveitou um pequeno recuo do euro lá fora e inverteu nesta segunda-feira a trajetória de queda que o dólar mantinha diante do real desde a abertura do mercado e nos últimos quatro pregões. O dólar encerrou o dia negociado a R$ 1,845, com alta de 0,76%.

 

A segunda-feira foi de oscilação restrita nas taxas futuras de juros, refletindo a expectativa do mercado pela divulgação do IPCA-15 de agosto, amanhã. Ao término da negociação normal na BM&F, os juros pós-fixados (DIs) se dividiam entre leve queda e estabilidade. O DI janeiro de 2011 (111.490 contratos) batia a mínima do dia, em 9,62%, de 9,65% e 9,67% no fechamento e ajuste de sexta-feira, e o DI janeiro de 2012 (60.360 contratos) projetava 11,00%, estável ante o fechamento e pouco abaixo do ajuste (11,05%).

Tudo o que sabemos sobre:
mercado financeiroBovespadólarjuros

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.