Bovespa fecha na máxima do dia e fica perto de recorde

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta nesta segunda-feira, impulsionada pelo setor de siderurgia e pela notícia de que a agência de classificação de risco Fitch elevou a perspectiva do Brasil. Foi o quinto dia seguido de ganhos, que fez o índice fechar acima de 45 mil pontos pela segunda vez na história. A primeira foi em 2 de janeiro, quando atingiu o recorde de 45.382 pontos. A maior alta do principal indicador da bolsa paulista foi Usiminas, que disparou mais de 5% e registrou o segundo maior giro da bolsa, depois que a Fitch elevou a nota da empresa para grau de investimento, ampliando a gama de investidores que pode aplicar no papel.As ações de siderúrgicas estão em evidência desde a semana passada, quando a CSN perdeu leilão para a indiana Tata Steel pela compra da anglo-holandesa Corus, arrematada por 12 bilhões de dólares. "Um evento em si (derrota da CSN na disputa pela Corus) acabou gerando um olhar um pouco diferente para o setor e para as empresas brasileiras, que são extremamente competitivas e estão com múltiplos relativamente baixos", disse Mônica Araújo, analista da Ativa Corretora. O Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - encerrou na máxima do dia, com valorização de 0,64%, a 45.286 pontos. O volume financeiro somou R$ 2,7 bilhões. A notícia de melhora da perspectiva da dívida brasileira de "estável" para "positiva" foi considerada boa pelo mercado, mas tem impacto limitado. A nota da dívida soberana de longo prazo em moeda estrangeira e local foi mantida em "BB", dois degraus abaixo da faixa de grau de investimento. "Essa melhora já estava sendo esperada. Ainda vai demorar uns dois ou três anos para chegar no grau de investimento", afirmou Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor.

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