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Bovespa fecha na mínima, cai 2,96% e volta a 63 mil pontos

Impulso inicial foi dado pelo índice de confiança do consumidor nos EUA abaixo do esperado

Alessandra Taraborelli, da Agência Estado,

27 de outubro de 2009 | 18h28

A realização de lucros predominou nesta terça-feira, 27, e a Bovespa fechou na mínima e voltou para o patamar dos 63 mil pontos. O impulso inicial ao movimento foi dado, pela manhã, pelo índice de confiança do consumidor nos EUA abaixo do esperado. O dado diminuiu o apetite por risco nos mercados antes do anúncio do PIB do terceiro trimestre dos EUA, na quinta-feira. Assim, os índices acionários em Nova York oscilaram, tendendo ao negativo. A ampliação da queda do Ibovespa à tarde foi puxada pelos papéis da Vale. A companhia divulga seu balanço do terceiro trimestre na quarta-feira, 28, e a expectativa é de que o resultado seja inferior ao obtido no mesmo período em 2008.

 

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O Ibovespa acentuou a queda nos minutos finais do pregão e encerrou com declínio de 2,96%, na mínima pontuação, aos 63.161,04 pontos. Este é o menor nível desde 7 de outubro deste ano (62.638,28 pontos). Na máxima, a bolsa atingiu 65.497,97 pontos. O giro financeiro somou R$ 6,08 bilhões (preliminar).

 

O operador de uma corretora disse que as ações da Vale foram responsáveis, em grande parte, pela alta da bolsa neste ano. "Como o momento está propício para a realização de lucro nada mais natural do que a Vale liderar o movimento, ainda mais em véspera de balanço e com expectativa de resultado menor", disse a fonte. Nesta terça-feira, 27, as ações PNA da empresa caíram 4,48%, a R$ 39,65 e as ON, -3,77%, a R$ 44,65. De janeiro até esta terça, os papéis PNA da companhia apuram ganhos de 70,95% e os ON 65,42%, enquanto o Ibovespa sobe 68,21%.

 

Segundo apurou o AE Empresas e Setores, o balanço do terceiro trimestre da Vale, que será apresentado na quarta-feira, 27,, após o fechamento dos negócios, deve mostrar um desempenho inferior ao obtido no mesmo período de 2008, quando o mercado ainda não estava tão abatido pela crise internacional. A combinação de preços mais baixos do minério de ferro e menores volumes de vendas devem levar o lucro líquido da companhia para US$ 1,8 bilhão, queda de 62% ante os US$ 4,8 bilhões obtidos no terceiro trimestre de 2008, segundo estimativas de sete instituições financeiras.

 

O economista da Legan Asset Management, Fausto Gouveia, ressaltou que a temporada de balanços de empresas domésticas vai forçar o movimento de ajuste na bolsa. "Há espaço para a bolsa realizar, os balanços podem forçar esse ajuste", afirmou, ressaltando que nesta terça-feira, 27, o movimento teve início após a divulgação do índice de confiança nos EUA. "A confiança do consumidor muito baixa foi a faísca que inibiu a alta lá fora e puxou a queda aqui dentro", afirmou. Gouveia acredita que ainda há espaço para o rali de fim de ano. "A tendência da bolsa continua sendo de alta e pode haver um rali até dezembro", estima.

 

Nos EUA, a preocupação com as condições no mercado de trabalho derrubou a confiança do consumidor norte-americano em outubro, contrariando as expectativas de melhora. O índice do Conference Board caiu para 47,7 em outubro, de 53,4 em setembro e previsão de analistas de 53,2. Mas o dado abateu apenas parcialmente os negócios em Wall Street, onde os investidores também aguardam o PIB na quinta-feira. O índice de atividade do Federal Reserve de Richmond, também divulgado pela manhã, ajudou ainda a minar o humor dos investidores. O índice de atividade de Richmond caiu de 14 em setembro para 7 em outubro e reforçou o sentimento de cautela.

 

Ainda assim, as ações do setor de energia ajudaram o Dow Jones a fechar em alta de 0,14%, amparadas no avanço dos preços do petróleo. O mesmo não aconteceu com o S&P 500 (-0,33%) e o Nasdaq (-1,20%).

 

Na Europa, as bolsas fecharam em direções divergentes, mas próximas à estabilidade, à medida que dados negativos sobre a confiança do consumidor nos Estados Unidos contrastaram com resultados melhores que os esperados da gigante petrolífera BP do Reino Unido. O FTSE 100 da Bolsa de Londres em alta de 0,18% para 5.200,97 pontos. O CAC-40 da Bolsa de Paris fechou em leve queda de 0,01% a 3.734,95 pontos, enquanto o índice DAX de Frankfurt perdeu 0,13% para 5.635,02 pontos. O Ibex35 de Madri teve alta de 0,10% para 11.634,00 pontos.

 

Em Nova York, o petróleo para dezembro encerrou em alta de 1,11%, a US$ 79,55. As ações da Petrobras não acompanharam a commodity e encerraram no vermelho. O papel PN cedeu 2,04%, a R$ 35,95, e o ON -2,51%, a R$ 41,53.

 

Se nos últimos dois dias o petróleo ajudou a Gol e a TAM, nesta terça-feira, 27, isso não aconteceu. A ação PN da Gol caiu 4,01%, a R$ 18,90. Já o papel PN da TAM conseguiu reverter a queda nos minutos finais e encerrar com ganho de 0,96%, a R$ 27,28.

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