Bovespa fecha o dia no azul no final de sessão volátil

Em outro dia de constante volatilidade, patrocinada por notícias divergentes do setor financeiro, a Bovespa teve leve alta, sustentada pelos ganhos de empresas ligadas a commodities. O Ibovespa subiu 0,49 por cento, a 39.341 pontos, mas fechou a semana com perda acumulada de 5,4 por cento. O giro financeiro da sessão foi de apenas 3,6 bilhões de reais. O medo de outra onda de quebradeira de grandes bancos voltou com toda força nesta sexta-feira, em meio ao relato de novas perdas bilionárias e o receio de que novas injeções de capital sejam ncessárias para compensá-las. "Os negócios oscilaram o dia inteiro ao sabor das notícias de bancos", afirmou André Querne, sócio da Rio Gestão de Negócios. E as notícias foram muitas, a maioria negativa. Na Europa, as ações do HSBC despencaram para o patamar mais baixo em 10 anos, com o mercado temendo que o banco corte dividendos e precise levantar mais capital se a turbulência piorar. Nos Estados Unidos, o governo anunciou uma linha de 20 bilhões de dólares para o Bank of America e apoio para lidar com os 118 bilhões de dólares em ativos podres que o banco absorveu na compra do Merrill Lynch. Horas depois, o grupo reportou prejuízo trimestral de 1,79 bilhão de dólares. Também usando a estratégia de esconder uma notícia negativa atrás de um sinal de esperança, o Citigroup reportou prejuízo de 8,3 bilhões de dólares no quarto trimeste, acima do previsto por analistas, ao mesmo tempo em que anunciava a cisão do grupo em duas unidades, "para maximizar o valor no negócio". Se não conseguiram animar os investidores, pelo menos os bancos não contaminaram outros setores. As commodities, por exemplo, tiveram um dia de recuperação, mesmo com novidades econômicas também ruins, como a de que a produção industrial nos EUA caiu 2 por cento em relação a novembro, o dobro da queda projetada por analistas. Assim, Vale subiu 0,76 por cento, a 26,60 reais, enquanto Petrobras cresceu 0,75 por cento, valendo 24,28 reais. As blue chips domésticas também saíram fortalecidas em meio à disputa pelos contratos de opções sobre ações, que vencem na segunda-feira. O exercício, aliás, promete ser fraco, já que os investidores locais não terão sua principal referência, as bolsas de Wall Street, que fecham pelo feriado norte-americano de Martin Luther King.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

16 de janeiro de 2009 | 19h17

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