Bovespa fica em alta, mas com giro fraco

O Ibovespa se manteve em alta durante toda a primeira parte do pregão, influenciado em parte pelo recuo do dólar e por uma sucessão de notícias mais positivas, no entanto, o giro financeiro continuou fraco. O índice teórico da bolsa paulista apresentava há pouco valorização de 1,72%, com volume de R$ 210 mi, indicando para o fechamento do dia cifra próxima a R$ 500 mi. O esclarecimento feito pelo Banco Central, logo na abertura dos negócios, sobre a compra de dólares no mercado até o fim do ano ajudou a serenar os ânimos dos investidores. Por outro lado, o interesse demonstrado pelo Canadá em voltar a negociar com o Brasil, se não ajudou, também não chegou a atrapalhar os negócios. O sucesso da troca de dívida pública argentina foi outro fato positivo que contribuiu para sustentar a alta da Bovespa esta manhã. O governo argentino recebeu ofertas no montante de US$ 8 bi, mas optou por trocar US$ 4 bi. O sucesso da operação mostra a boa receptividade dos investidores estrangeiros em comprar títulos de paises emergentes, o que favorece uma outra troca de dívida do Brasil. As bolsas americanas trabalhando no azul também colaboraram para essa retomada do Ibovespa. Em meio a tantas notícias positivas, o mercado acabou deixando em segundo plano o aumento acima do esperado no número de pedidos de seguro-desemprego nos EUA. Entre os papéis mais valorizados, CRT Celular PNA subia 7,79% às 14h12, seguido de Gerasul ON, com +7,25%, Tele Leste Celular PN, com valorização de 5,96%, e Vale do Rio Doce, em alta de 3,83. Apenas três empresas estavam na lista de maiores baixas às 14 horas. Souza Cruz ON acusava perda de 4,06%. A empresa vai divulgar hoje no final do dia o balanço do ano passado. As outras duas empresas eram Tele Centro Oeste (-,24%) e Banespa PN (-0,05).

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