Bovespa garante alta no final, acompanhando EUA e sobe 0,42%

S&P rebaixou a perspectiva do rating da Espanha e levou as bolsas europeias ao negativo

Claudia Violante, da Agência Estado,

09 de dezembro de 2009 | 18h34

Depois da Grécia, nesta quarta-feira, 9, foi a Espanha que trouxe um pouco de instabilidade ao mercado financeiro. A S&P rebaixou a perspectiva do rating do País e levou as bolsas europeias ao negativo. Num primeiro momento, as Bolsas na América resistiram, mas, no período da tarde, passaram a oscilar, predominantemente no negativo. A inversão para baixo nos preços das commodities pesou sobre as ações, mas a Bovespa garantiu alta no finalzinho com a inversão para cima das Bolsas norte-americanas.

 

A Bovespa subiu 0,42%, aos 68.011,99 pontos. Na mínima, registrou 67.484 pontos (-0,36%) e, na máxima, 68.272 pontos (+0,80%). No mês, a Bolsa acumula ganho de 1,44% e, no ano, de 81,12%. O giro financeiro somou R$ 6,134 bilhões. Os dados são preliminares.

 

Pela manhã, a Bovespa conseguiu ignorar o resultado da revisão do PIB do terceiro trimestre do Japão, que foi bem pior do que as previsões. O número inicialmente divulgado, de +1,2%, foi rebaixado para apenas +0,3%, metade do que previam os especialistas.

 

Mas, depois, a notícia do rebaixamento da perspectiva do rating da Espanha de estável para negativa pela Standard & Poor's trouxe instabilidade aos negócios, reforçada pelos avisos feitos por outras agências de classificação de risco na véspera. Ontem, a Moody's havia rebaixado todos os ratings de todos os seis emissores relacionados ao governo de Dubai e afirmado que os Estados Unidos e o Reino Unido precisavam provar que podem reduzir o enorme déficit para evitar ameaças aos ratings de crédito AAA. E a Fitch rebaixou o rating da Grécia, que, no entanto, não perdeu seu grau de investimento.

 

Nesta quarta-feira, 9, o comunicado da S&P informava que a mudança na perspectiva da Espanha decorreu da previsão de crescimento significativamente mais baixo do PIB e dos déficits fiscais persistentemente elevados no médio prazo, na ausência de um esforço fiscal mais agressivo e de um foco maior na política de crescimento de médio prazo.

 

Esta notícia impactou principalmente as bolsas europeias, que caíram também pressionadas pela incerteza com relação aos problemas no Oriente Médio. Neste caso, o que está em pauta é a habilidade dos Emirados Árabes Unidos de conter a disseminação das consequências da dívida de Dubai.

 

Em Londres, o FT-100 caiu 0,37%, para 5.203,89 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,74% e fechou com 3.757,39 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 caiu 0,72%, aos 5.647,84 pontos. O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, caiu perdeu 2,27%, para 11.541,20 pontos.

 

As bolsas também caíram em boa parte do dia nos EUA, mas viraram no final do pregão da Bovespa. Às 18h18, o Dow Jones operava em alta de 0,45%, o S&P, de 0,38%, e o Nasdaq, de 0,49%. A agenda lá foi relativamente vazia nesta quarta. Saíram os estoques no segmento atacadista, que cresceram 0,3% em outubro, após 13 meses consecutivos de contração.

 

Os estoques de petróleo dos EUA caíram 3,823 milhões de barris na semana encerrada em 4 de dezembro, ante previsão de aumento de 600 mil barris. Mas os estoques de gasolina cresceram 2,253 milhões de barris, contra expectativa de alta de 1,5 milhão de barris, assim como o de destilados, que aumentaram 1,619 milhão de barris (-500 mil barris previstos).

 

O petróleo também não teve um comportamento uniforme. Na Nymex, recuou 2,69%, a US$ 70,67 o barril - menor cotação desde 7 de outubro -, influenciando as ações da Petrobrás na maior parte do dia. Com a melhorada geral da Bolsa no final, os papéis devolveram as perdas. A ação ON subiu 0,21% e a PN terminou estável.

 

Vale foi um ponto de resistência do Ibovespa, influenciada pela performance do mercado chinês, forte consumidor de minério de ferro. Cabe registrar que de quinta para sexta-feira sairão vários indicadores relevantes na China, como produção industrial e vendas no varejo, com força para influenciar os negócios por aqui, sobretudo nos papéis relacionados às commodities.

 

Vale ON subiu 1,05% e PNA, 0,90%. Gerdau PN avançou 2,06%. Metalúrgica Gerdau PN avançou 1,58%, Usiminas PNA recuou 1,59% e CSN ON subiu 0,44%.

 

As maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira, 9, foram Eletrobrás PNB (+7,61%), Copel PNB (+4,93%) e Braskem PNA (+4,48%). As maiores quedas foram Gol PN (-3,26%), Redecard ON (-3,20%) e TAM PN (-2,45%).

Tudo o que sabemos sobre:
BolsaBovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.