Bovespa Holding descarta atuar em mercados futuros

O diretor-geral e de Relações com Investidores da Bovespa Holding, Gilberto Mifano, afirmou hoje que a Bolsa de ativos à vista não tem a médio prazo qualquer interesse em atuar nos segmentos futuros, hoje operados no País pela Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), que também abriu capital. Mifano participou de reunião da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) em São Paulo. A regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o funcionamento das bolsas desmutualizadas no Brasil prevê que tanto a BM&F pode decidir pela atuação nos ramos da Bovespa, quanto o contrário."No curto e médio prazo não temos esse objetivo. Na nossa visão, nosso mercado ainda está começando a mostrar o seu grande potencial e desfocar desse grande momento seria uma perda de tempo diante da grande oportunidade?, afirmou Mifano.O executivo da Bovespa acredita que a avaliação deve ser a mesma de parte da BM&F. "Acho que eles também têm um grande mercado a explorar, mas ainda assim se ela desejar lançar índices de ações, terá as mesmas barreiras de entrada no nosso negócio que hoje o concorrente estrangeiro encontra?. Mifano avalia que a estrutura atual da Bovespa, que oferece serviços de negociação, liquidação e custódia de valores mobiliários, é uma barreira de entrada para novos participantes que não disporiam, eventualmente, desta gama completa de serviços.AquisiçãoMifano afirmou também que a Bolsa não tem, nesse momento, nenhum alvo para compra, embora esteja atenta a eventuais oportunidades no mercado. "Nós temos uma situação confortável e recursos para pensar em comprar outras Bolsas. No entanto, quero deixar claro que não faremos nada que não tenha sentido estratégico, que não agregue valor ao nosso negócio e, conseqüentemente, aos nossos acionistas?, disse. "Por enquanto não temos planos, mas estamos de olhos abertos". O caixa da Bovespa, ao final de setembro, era de R$ 1,732 bilhão.Um eventual plano de aquisições da Bolsa passará primeiramente, segundo Mifano, por um olhar regional. "Quando decidirmos dar andamento a alguma operação de compra, olharemos primeiro oportunidades no Brasil, na América Latina. Em um segundo momento poderemos considerar as Bolsas de fora desta região?.

ANA PAULA RAGAZZI, Agencia Estado

29 de novembro de 2007 | 12h14

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