Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Bovespa ‘ignora’ protestos e sobe 0,5%

Efeito das manifestações foi neutro  e o mercado local acompanhou o comportamento das bolsas internacionais

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

16 de março de 2015 | 17h57

A Bovespa deixou as manifestações de lado e acompanhou o comportamento das bolsas internacionais. Esse movimento se sobressaiu à tarde, uma vez que, pela manhã, o pregão foi mais técnico, com o exercício de opções sobre ações. 

A Bolsa doméstica terminou o dia em alta de 0,52%, aos 48.848,21 pontos. Na mínima, registrou 48.394 pontos (-0,42%) e, na máxima, 49.205 pontos (+1,25%). No mês, acumula perda de 5,30% e, no ano, de 2,32%. O giro financeiro totalizou R$ 7,725 bilhões, dos quais R$ 2,11 bilhões referem-se ao exercício de opções sobre ações.  

O mercado de ações abriu em alta, de olho no exterior, e passou a manhã assim, em meio ao vencimento. Os ganhos, entretanto, perderam força na hora do almoço e o Ibovespa chegou a virar e registrar mínimas. A queda foi pontual e a trajetória positiva foi reconquistada em seguida, se sustentando até o final. 

A queda do dólar no exterior e no Brasil favoreceu a 'tranquilidade' da Bovespa hoje. As bolsas norte-americanas acabaram terminando com alta firme, após indicadores mais fracos elevarem a expectativa para o resultado do encontro de política monetária do Federal Reserve nesta semana. O Dow Jones subiu 1,29%, aos 17.977,42 pontos, o S&P fechou com ganho de 1,35%, aos 2.081,19 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 1,19%, aos 4.929,51 pontos. 

O efeito das manifestações sobre o mercado, para os especialistas foi neutro. A questão agora é o próximo passo, ou seja, como serão os desdobramentos futuros dos protestos. A resposta imediata do governo foi colocar seus ministros na rua para defender o ajuste fiscal e também a prerrogativa de a população reivindicar seus direitos. A própria presidente Dilma falou sobre o assunto. 

"É uma postura humilde", afirmou ao acrescentar que seu governo tem responsabilidade pela estabilidade da economia e defendeu o ajuste fiscal: "é essencial para o País". Para atender ao 'chamado' das manifestações, Dilma disse que nos próximos dias anunciará medidas para combater a impunidade. Além disso, o governo estará 'aberto a ouvir a sociedade para a tomada de outras medidas'. 

Destaque ainda para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que também defendeu o ajuste fiscal, falou dos cortes já promovidos pelo governo em seus gastos, disse que o Executivo está dialogando com o Congresso e afirmou que trabalha para evitar o downgrade e inflação alta. 

Petrobrás fechou com alta de 1,23% na ON e de 1,93% na PN. Vale ON subiu 0,11% e Vale PNA recuou 0,30%. Bradesco PN subiu 1,49%, Itaú Unibanco PN, ficou estável, assim como BB ON, enquanto Santander unit avançou 0,97%.

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