Hugo Arce/Fotos Públicas
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Bovespa começa a semana em queda e dólar, em alta

Bolsa foi influenciada pelo recuo do preço do petróleo e seus efeitos sobre a Petrobrás; no mercado de câmbio, tensão política pesou e a moeda subiu 0,45%, a R$ 3,76

Denise Abarca, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2015 | 11h27

Texto atualizado às 18h25

A Bovespa apagou os ganhos exibidos pela manhã e trabalhou a tarde praticamente toda em baixa, na esteira do recuo do preço do petróleo e de seus efeitos sobre a Petrobrás e as ações norte-americanas. Os investidores ainda monitoraram o jogo político em cima da comissão que vai analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que teve efeito maior sobre o mercado de câmbio.

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,30%, aos 45.222,69 pontos. Já o dólar terminou a sessão em alta de 0,45%, a R$ 3,7641. 

Durante a manhã, a Bolsa operou em alta, mas o fôlego foi diminuindo depois que Wall Street começou a operar, na hora do almoço. No início da tarde, o índice virou para baixo e ainda tentou se segurar em muitos momentos perto do zero a zero, com pequena alta, mas não conseguiu se manter assim.

O forte recuo do preço do petróleo de fato pressionou para baixo as bolsas norte-americanas, e o efeito no Brasil foi duplo, via mercado acionário dos EUA e via commodity. E tudo porque a Opep, ao contrário do que se esperava, não cortou sua meta de produção para segurar os preços.

Petrobrás ON caiu 5,37%, seguida por Petrobrás PN (-4,39%), Oi ON (-4,37%), Metalúrgica Gerdau PN (-4,05%), Usiminas PNA (-4,04%), Multiplan ON (-3,38%) e Gerdau PN (-2,57%) na lista de maiores baixas do índice.

Vale ON cedeu 1,13% e Vale PNA, 1,50%, pressionadas pelo recuo do preço do minério de ferro em 1,3%, para US$ 38,90 a tonelada, o menor nível em quase dez anos.

No câmbio, o dólar fez a trajetória contrária da Bovespa. Depois de uma abertura em baixa, a moeda acabou virando. Se por um lado boa parte do mercado avalia que uma mudança na Presidência é positiva, por outro muitos investidores demonstraram hoje cautela com o processo. Ainda mais porque a própria Dilma partiu para o contra-ataque, com o apoio de dezenas de juristas.

Durante a manhã, as cotações oscilaram em baixa em alguns momentos, com investidores vendendo divisas em meio à expectativa de que Dilma possa cair. À tarde, a moeda se consolidou em elevação.

Depois de se reunir com juristas contra o impeachment, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento defendendo a não adoção de recesso no Congresso para apreciação rápida da questão. "Não podemos parar o País até 2 de fevereiro", disse. A avaliação é de que seria mais fácil sepultar o impeachment já, antes que o movimento cresça. E isso é o que o grande parte do mercado não quer, já que defende a saída dela.

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