Bovespa interrompe seqüência de 5 quedas e sobe 2,06%

Investidores domésticos vão às compras e ações da Vale, siderúrgicas, aéreas e bancos se destacam

Claudia Violante, da Agência Estado,

29 de julho de 2008 | 17h10

A queda do petróleo e o dado de confiança do consumidor melhor do que o esperado nos Estados Unidos fizeram com que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) interrompesse uma seqüência de cinco quedas. Como as bolsas norte-americanas anularam as perdas de segunda-feira, os investidores domésticos aproveitaram para ir às compras e se valer de muitas das pechinchas abertas com o tombo deste mês. Vale, siderúrgicas, aéreas e bancos foram os destaques a sustentar os ganhos desta terça da Bovespa.   Veja também: Dólar cede a R$1,570 após sessão equilibrada   O índice terminou o dia na máxima pontuação do dia, aos 58.042,9 pontos, em alta de 2,06%. Na mínima, atingiu 56.869 pontos (estabilidade). Em julho, entretanto, ainda acumula perdas de 10,73% e, no ano, de 9,15%. O volume financeiro totalizou R$ 4,680 bilhões (preliminar).   Em Nova York, o Dow Jones subiu 2,39%, aos 11.397,6 pontos, o S&P avançou 2,33%, para 1.263,19 pontos, e o Nasdaq 2,45%, para 2.319,62 pontos. O start para as ordens de vendas veio dos dados melhores do que as previsões divulgados pela Conference Board. O índice de confiança do consumidor subiu a 51,9 em julho, ante previsão de que se manteria estável em 51, enquanto o índice de expectativas passou de 41,4 em junho para 43 em julho. Os números conseguiram anular qualquer impacto que os índices de preços de imóveis Case-Shiller pudessem ter sobre os negócios - os números tiveram quedas recordes em maio na comparação anual - e deram ânimo aos investidores.   Mas o vigor das compras foi sustentado pelo petróleo, que encerrou no menor nível desde 6 de maio. Na Nymex, o contrato do barril para setembro negociado na Nymex terminou em US$ 122,19, em baixa de 2,04%. O temor de desaceleração econômica global - e de conseqüente redução da demanda - deu sustentação para o recuo. Além disso, o presidente da Opep, Chakib Khelil, afirmou nesta terça que os preços da commodity podem cair em cerca de US$ 50 por barril. "Se o dólar continuar se fortalecendo e a situação política (envolvendo o Irã) melhorar, então o preço no longo prazo será de cerca de US$ 78".   No Brasil, o petróleo mais barato teve efeitos distintos sobre as ações: Petrobras PN caiu, enquanto as aéreas registraram alta, já que combustível mais barato significa menos custos. Petrobras PN, -0,14%, Gol PN, +4,66%, TAM PN,+2,95%. Petrobras ON, muito menos líquida, seguiu a tendência de recuperação generalizada vista nos papéis e subiu, +1,09%.   A queda dos metais também não foi empecilho para Vale e siderúrgicas serem opções firmes de compras nesta terça e avançarem. Vale PNA, +2,23%, Vale ON, +2,41%, Usiminas PNA, +3,73%, CSN ON, +4,51%, Gerdau PN, +4,02%, e Metalúrgica Gerdau PN, +4,85%.

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