Bovespa interrompe sequência de cinco quedas e sobe 0,50%

Bovespa interrompe sequência de cinco quedas e sobe 0,50%

Bolsa chegou a operar em queda diante do avanço da presidente Dilma Rousseuff na corrida eleitoral, mas o avanço dos mercados em Nova York puxou o índice para cima

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2014 | 17h16

Depois de ter acumulado perdas por cinco dias seguidos, a Bovespa finalmente conseguiu fechar em alta, ajudada pelo avanço das bolsas de Nova York. Mas a recuperação da bolsa não ocorreu sem percalços, já que o índice chegou a perder o nível dos 57 mil pontos na primeira parte da sessão, afetada pelo avanço da presidente Dilma Rousseff na corrida eleitoral apontado por pesquisas divulgadas de terça-feira.

No fim do pregão, o Ibovespa registrou ganho de 0,50%, aos 56.824,42 pontos. O volume de negócios somou R$ 6,254 bilhões. O índice oscilou de uma mínima de 55.934 pontos (-1,07%) e uma máxima de 57.131 pontos (+1,04%). No mês de setembro, a bolsa acumula queda de 7,28% e no ano, alta de 10,32%.

A bolsa abriu a sessão em queda, conduzida pelo recuo das empresas estatais, que mais um vez sofreram o impacto negativo do avanço da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto para as eleições. Divulgada ontem à noite, a pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo mostrou Dilma com 38% das intenções de votos, com nove pontos de vantagem sobre Marina, que teve 29%. Aécio Neves obteve 19%. No segundo turno, o levantamento confirmou um empate técnico entre Dilma e Marina, ambas com 41% das intenções de votos. Já a sondagem Vox Populi mostrou a presidente na frente de Marina no segundo turno, com 46% contra 39% das intenções de voto.

Operadores das mesas de renda variável lembraram, durante a manhã, que a Bolsa brasileira estava retornando aos níveis vistos pela última vez há pouco mais de um mês, quando um acidente aéreo resultou na morte do então candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos. Para eles, esse movimento indica que os investidores estão mais cautelosos quanto ao cenário eleitoral no País, o que provoca ajustes de posições. Os comentários vieram após o Ibovespa cair para a mínima de 55.934 pontos. Dias antes da morte de Campos, o índice estava ao redor dos 55,3 mil pontos.

No decorrer da sessão, os investidores deixaram de lado as preocupações com as eleições e passaram a concentrar a atenção na melhora das bolsas em Nova York, depois de um relatório mostrar vendas recorde de moradias novas em agosto no país. Os índices em Wall Street bateram máximas à tarde, fornecendo suporte para que a Bovespa acelerasse os ganhos e recuperasse os 56 mil pontos.

As ações da Vale subiram pela segundo pregão consecutivo. Vale ON (+0,33%) e Vale PNA (+1,50%), beneficiadas pela estabilidade dos preços do minério de ferro.

No setor financeiro, Bradesco ON (+1,05%), Bradesco PN (+0,78%) e Itaú Unibanco PN (+0,78%). Os papéis do Banco do Brasil caíram 0,46%, prejudicados pela notícia de que o governo vai usar R$ 3,5 bilhões em recursos do Fundo Soberano para fechar as contas federais neste ano eleitoral. O fundo é um grande detentor dos papéis do BB.

Os papéis da Petrobrás também terminaram em alta: ON (+0,16%) e PN (+0,50%).

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