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Bovespa interrompe sequência de três quedas e sobe 1,58%

Sem um foco direcionado especificamente para compras hoje, os estrangeiros foram destaque nas ações

Claudia Violante, da Agência Estado

14 de maio de 2009 | 17h52

A correção vista nas três últimas sessões abriu algumas oportunidades de compras na Bovespa, que depois de um início no vermelho, virou e fechou com elevação, seguindo o desempenho de Wall Street. A alta das commodities ajudou a sustentar as blue chips, mas sem robustez. Os balanços se refletiram em vários ativos, como por exemplo em algumas siderúrgicas, que caíram. Sem um foco direcionado especificamente para compras hoje, os estrangeiros foram, no entanto, destaque nas ações da BM&FBovespa.

 

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O Ibovespa terminou a sessão em alta de 1,58%, aos 49.446,02 pontos. Na mínima, tocou os 48.284 pontos (-0,81%) e, na máxima, os 49.461 pontos (+1,61%). No mês, acumula ganho de 4,56% e, no ano, de 31,68%. O giro totalizou R$ 4,234 bilhões. Os dados são preliminares.

 

Hoje, segundo um operador, não houve uma corrente determinante para o comportamento do pregão, com os estrangeiros praticamente equilibrados na ponta compradora e vendedora. Apesar disso, as ações da BM&FBovespa refletiram a mão dos investidores na compra.

 

Nos EUA, os dados divulgados hoje reforçaram os indicadores mais frágeis da véspera. Em especial o levantamento semanal dos pedidos de auxílio-desemprego, que mostrou aumento de 32 mil, ante previsão de +10 mil pelos economistas. Além disso, o dado da semana anterior foi revistado para cima.

 

Já o índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,3% em abril em comparação a março, mais do que a alta de 0,1% prevista. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, avançou 0,1% em abril em comparação a março, em linha à previsão dos economistas.

 

Amanhã sairá o dado de inflação no varejo (CPI), e também a produção industrial de abril, esta com muito mais peso para formar apostas para o mercado de ações. Hoje, lá, os investidores também foram atrás de pechinchas, o que favoreceu o segmento bancário, puxando também estes papéis no Brasil.

 

No final, o Dow Jones registrou variação de +0,56%, aos 8.331,32 pontos, S&P subiu 1,04%, aos 893,07 pontos, e Nasdaq 1,50%, aos 1.689,21 pontos. BofA subiu 2,72%, Citigroup, 4,11%, e JPMorgan, 4,38%.

 

O petróleo, que chegou a operar em queda hoje, virou e subiu, acompanhando as bolsas. O contrato para junho terminou em alta de 1,03% na Nymex, cotado a US$ 58,62. A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou hoje seu relatório mensal na qual revisou para baixo sua previsão para a demanda mundial este ano.

 

As ações da ON Petrobras avançaram 0,43% e as PN, 0,83%. O Senado recuou hoje da ideia de levar adiante a proposta de criar uma CPI para investigar a estatal por causa da mudança do regime de tributação em 2008. Os parlamentares acertaram primeiro ouvir o depoimento do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. Na avaliação do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, essa é a melhor saída. "O presidente (da Petrobras) comparece e responde a todas as perguntas sobre quaisquer assuntos. O governo não tem nada a esconder. A CPI não ajudaria em nada e poderia até prejudicar a imagem da Petrobras no exterior", disse.

 

Vale ON terminou em alta de 0,66% e PNA, de 0,90%. No setor siderúrgico, Usiminas e CSN fecharam em baixa, reagindo aos balanços. A CSN reportou lucro líquido de R$ 369 milhões no primeiro trimestre do ano, e a Usiminas teve prejuízo de R$ 111,876 milhões no período, ante um lucro líquido de R$ 712,924 milhões no mesmo período do ano passado. Usiminas PNA recuou 3,92% e CSN ON, 0,66%. Gerdau PN avançou 1,42% e Metalúrgica Gerdau, 0,53%.

 

Em meio a uma extensa lista de balanços, destaque para a notícia dando conta de que, finalmente, Sadia e Perdigão chegaram a um acordo para unir as empresas. O contrato, no entanto, ainda não foi assinado, mas o anúncio deve sair até a próxima segunda-feira. Perdigão ON subiu 2,74% e Sadia PN, 2,89%.

 

No setor financeiro, BB liderou os ganhos, apesar de ter anunciado queda de 29,1% no seu lucro líquido, que somou R$ 1,665 bilhão no primeiro trimestre deste ano. Desconsiderados os efeitos extraordinários, o lucro recorrente da instituição financeira atingiu R$ 1,357 bilhão no trimestre, o equivalente a recuo de 12,9% na mesma base de comparação. A instituição poderá voltar à liderança do ranking de ativos do sistema financeiro em breve, basta o Banco Central autorizar a instituição a contabilizar em seu balanço a participação de 50% que possui no Banco Votorantim, o que está previsto para ocorrer ainda neste trimestre (ver nota às 17h28).

 

A ação ON subiu 4,39%. Bradesco PN avançou 1,90% e Itaú Unibanco PN, 1,31%.

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