Bovespa inverte o sinal e sobe; européias fecham em alta

Amparada pela ampliação de ganhos em Nova York, Bolsa de São Paulo atinge as máximas nesta tarde

Agência Estado,

31 de outubro de 2008 | 16h03

As principais bolsas européias fecharam com alta pelo quarto dia consecutivo com sinais de que o apetite dos investidores pelo risco está melhorando gradativamente. As bolsas, contudo, fecharam o mês de outubro com grandes perdas. Por aqui, a Bolsa de Valores de São Paulo não apenas reverteu o sinal de baixa mas renovava as máximas nesta tarde amparada pela ampliação dos ganhos em Wall Street, apesar de indicadores sinalizando a fraqueza da economia norte-americana.  Veja tambémDe olho nos sintomas da crise econômica Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundoLições de 29Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise   Às 15h40, o Ibovespa subia 1,06%, aos 37.847,04 pontos, tendo alcançado o teto de 37.945 pontos até o momento (+1,33%), enquanto, nos Estados Unidos, o Dow Jones avançava 2,20%, aos 9.382 pontos; o S&P-500 ganhava 2 43%, aos 977,32 pontos; e o Nasdaq Composite registrava acréscimo de 2,01%, aos 1.732,59 pontos. "Continuamos seguindo Nova York", disse um operador de bolsa de uma corretora em São Paulo. Em Londres, o índice FT-100 subiu 85,69 pontos (2,00%) e fechou com 4.377,34 pontos. Na semana, o índice acumulou um ganho de 12,72% mas, no mês, sofreu uma queda de 10,71%. "O sentimento nos mercados parece ter revivido (nesta semana)", comentou Jeremy Batstone-Carr, chefe de pesquisas da Charles Stanley. "Temos muito caminho pela frente para uma recuperação econômica, mas os investidores se perguntam cada vez mais se a recessão global já foi precificada", disse.  Em Paris, o índice CAC-40 avançou 79,25 pontos (2,33%) e fechou com 3.487,07 pontos. Na semana, o índice teve uma valorização de 9,18% mas, no mês, registrou uma desvalorização de 13,52%. Em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 118,67 pontos (2,44%) e fechou com 4.987,97 pontos. Na semana, o índice registrou um ganho de 16,12% mas, no mês, sofreu um tombo de 14,46%. BASF fechou com alta de 8,4% nesta sexta-feira. A seguradora Allianz recuou 6,4% influenciada pela queda nas ações da também seguradora Hartford, que registrou prejuízo no terceiro trimestre. Volkswagen devolveu os ganhos iniciais e fechou praticamente estável, com queda de 0,10%. Em Madri, o índice IBEX-35 fechou com alta de 293,10 pontos (3,32%) para 9.116,00 pontos, puxado pelas ações do setor financeiro. Na semana, o índice acumulou uma alta de 9,13% mas, no mês, registrou um declínio de 17,03%. Santander subiu 5,4%, BBVA avançou 4,5% e Banco Popular subiu 6,32%.  Em Milão, o índice S&P/MIB subiu 599 pontos (2,88%) e fechou com 21.367 pontos. Na semana, o índice registrou uma valorização de 7,49% mas, no mês, sofreu uma perda de 16,31%. Nesta sexta, as ações da petrolífera ENI subiram 4,34% e as Parmalat avançaram 5,30%. Em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 105,59 pontos (1,69%) e fechou com 6.360,51 pontos. Na semana, o índice teve um ganho de 6,60% mas, no mês, o resultado foi negativo em 20,82%. EDP Renováveis avançou 11%, liderando os ganhos. Traders citaram uma recuperação técnica depois das quedas recentes. Galp subiu 4,7% depois que os reguladores da União Européia autorizaram a aquisição pela Galp das operações da ExxonMobil em Portugal.

Tudo o que sabemos sobre:
Crise FinanceiraCrise nos EUABovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.