Bovespa inverte o sinal e sobe; NY cai com dados negativos

Principais mercados europeus também caem, apesar do anúncio do pacote de estímulo econômico da UE

Agência Estado,

26 de novembro de 2008 | 13h16

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa nesta quarta-feira, 26, mas logo na primeira hora de pregão inverteu o sinal e às 13h09 (de Brasília) subia 2,56%, aos 35.510 pontos. No mesmo horário, o dólar valorizava-se 1,08%, cotado a R$ 2,35. Depois de três dias seguidos de ganhos, as bolsas de Nova York abriram no terreno negativo. Às 12h30, Dow Jones (-1,27%), Nasdaq (-1,61%) e S&P 500 (-0,94%) registravam perdas de cerca de 1%. Uma série de dados econômicos negativos prejudica o sentimento entre os investidores.   Veja também: China reduz juros e compulsório para estimular crédito UE propõe pacote de estímulo de 200 bilhões de euros Fed anuncia novo resgate de US$ 800 bi nos EUA De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise     As encomendas de bens duráveis recuaram 6,2% nos EUA em outubro na comparação com setembro, a queda mais acentuada desde outubro de 2006, sentindo o efeito das condições apertadas de crédito e do aumento do pessimismo com a economia. Os gastos com consumo, por sua vez, caíram 1,0% em outubro, o maior recuo desde setembro de 2001.   O contraponto positivo do dia foi a queda de 14 mil do número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, mas esse número não sinaliza nenhuma recuperação iminente no mercado de trabalho. A média quadrissemanal de pedidos, por exemplo, aumentou em 11 mil, para 518 mil, o maior nível desde janeiro de 1983 e bem acima do patamar de 400 mil normalmente associado a recessões.   Na Europa, a Bolsa de Londres caía 1,37% e a de Paris para -2,19%, apesar do anúncio do pacote de estímulo econômico da União Européia de 200 bilhões de euros (US$ 259,4 bilhões), equivalente a 1,5% do PIB da região.   Nesta quarta, os contratos futuros de petróleo e os metais ampliaram o sinal de alta em reação ao anúncio de corte de juro do banco central da China. O Banco do Povo da China reduziu a taxa de referência de depósitos e a de empréstimo em 1,08 ponto porcentual, para estimular a demanda interna. Foi o corte mais agressivo das taxas desde 1999, no meio da crise asiática. A China também baixou o compulsório dos bancos.

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