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Bovespa inverte tendência e cai 1,67%, após máxima de 3,28%

Dólar continua caindo, acompanhando mercados internacionais; moeda chegou aos R$ 2,00 durante a manhã

Reuters e Agência Estado,

17 de agosto de 2007 | 11h28

A boa notícia anunciada pelo Federal Reserve nesta sexta-feira, 17, não foi suficiente para segurar a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em alta. Após chegar à máxima de 3,28% perto de sua abertura, a Bovespa passou a reduzir a alta, passando a cair por volta das 11h25. Às 12h12, o principal índice da Bolsa caía 1,67%, após chegar à mínima de -2,31%.   Veja também: Em movimento surpresa, Fed reduz taxa de redesconto a 5,75% Crise já respinga na economia real Bolsa de Tóquio cai 11% em uma semana 'Por enquanto', Brasil está seguro diante da crise, diz Lula Brasil sairá da crise como escolhido para investimentos, diz Mantega Fechamento dos mercados nesta quinta-feira  Em quase um mês, empresas brasileiras perderam US$ 209,7 bi O sobe de desce do dólar Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA      Os mercados acionários globais, porém, continuam avançando depois que o Fed reduziu uma de suas taxas de juro na tentativa de melhorar as condições de crédito e acalmar os mercados financeiros. O índice europeu de ações FTSEurofirst 300, que operava em baixa antes do comunicado do Fed, avançava 3%, para 1.483 pontos. Às 11h42 (de Brasília), Londres subia 2,36%, Frankfurt ganhava 0,98% e Paris avançava 1,32%.   Em Wall Street, o índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, reduziu a queda, mais ainda exibia valorização de 0,73%. O Standard & Poor's 500 avançava 1,08%. O indicador tecnológico Nasdaq subia 0,86%, para 2.503 pontos.    O dólar ainda operava em forte queda,  acompanhando a melhora dos mercados internacionais. Às 11h25, a moeda norte-americana caía 2,49% e era cotada a R$ 2,030,  na máxima do dia. O dólar chegou a alcançar novamente a barreira de R$ 2,00 nesta manhã, na mínima de R$ 2,005.   O mercado asiático não chegou a repercutir a decisão do Fed, pelo fuso. O índice de ações japonês Nikkei caiu mais de 5%, na maior queda percentual diária em quase seis anos.   Os mercados têm sido atingidos por temores sobre a instabilidade financeira seguindo problemas com empréstimos imobiliários de alto risco dos EUA, no chamado setor subprime. O aperto na situação de crédito já levou bancos centrais de diversos países a injetar recursos no sistema bancário para garantir liquidez ao sistema.   O principal índice global de ações, MSCI, caiu mais de 11 desde o recorde histórico registrado cerca de um mês atrás. Nesta sexta-feira, o indicador avançava 1,69%.   Apesar das turbulências nas últimas semanas, muitos investidores de longo prazo e analistas continuam a acreditar que os fundamentos da economia global são bons e afirmam que as quedas nas ações representam uma boa oportunidade de compra.

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