Bovespa inverte tendência e sobe após anúncio do Fed

BC norte-americano divulgou a criação de linha de crédito para o consumidor; NY e Europa também sobem

Agência Estado e Reuters,

25 de novembro de 2008 | 11h51

Após uma abertura em queda, estimulada pelos investidores se desfazendo dos papéis para embolsar os lucros conseguidos no pregão de segunda-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo inverteu o sinal e passou a subir. Às 11h45, o Ibovespa - principal índice do mercado paulista - avançava 2,12%, aos 34.912 pontos. Veja também:PIB dos EUA encolhe 0,5% no 3º trimestreMineradora BHP desiste de comprar rival Rio Tinto De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Nos Estados Unidos, os índices e as ações no mercado futuro passaram a subir após o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) ter anunciado a criação de uma linha para apoiar a concessão de crédito ao consumidor. As bolsas européias também registram alta. A de Londres subia 2,10%, a de Paris avançava 2,04% e a de Frankfurt, 2%. Ainda nos EUA, a segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país no terceiro trimestre mostrou que a economia norte-americana desacelerou 0,5%, em vez do 0,3% do primeiro cálculo. A previsão dos analistas era de que a retração fosse de 0,6%. Internamente, entraram no foco as ações da Vale, por causa da notícia de que a anglo-australiana BHP Billiton, maior mineradora do mundo, decidiu retirar sua oferta hostil de US$ 78 bilhões pela rival Rio Tinto, segunda maior produtora mundial de minério de ferro. Mas a desistência do negócio - um possível sinal de que fraqueza do setor em razão da redução de demanda por matéria-prima - respingou na Vale apenas no início do pregão. As ações da empresa subiam 2,09%, após uma alta de 12,96% ontem, ajudada pela elevação dos metais, que hoje operam em baixa. O petróleo também voltou a ceder. O barril era negociado na faixa de US$ 51 em Nova York, em baixa de mais de 4%, o que pode contribuir para uma realização de lucros em Petrobras. Ontem, a PN subiu 13,85% e hoje avança 0,83%. Ásia As bolsas de valores da Ásia fecharam em forte alta nesta terça-feira após o governo dos Estados Unidos ter resgatado o Citigroup, em uma tentativa de evitar mais danos ao debilitado sistema financeiro global.  Mas boa parte dos riscos de curto-prazo permanecem, incluindo a possibilidade de outras instituições financeiras necessitarem de resgate, o destino das montadoras de veículos norte-americanas e os indicadores que continuam a sinalizar mais dificuldades para a economia global.  O crescimento da China pode desacelerar para o ritmo mais fraco em quase duas décadas no ano que vem, informou o Banco Mundial no mais recente prognóstico sobre a piora da situação da economia global, apesar dos esforços conjuntos dos governos.  "O que nós estamos vendo é apenas otimismo e esperança no curto-prazo. Os dados econômicos dos EUA, Japão não são encorajadores. Então, o futuro não é promissor", afirmou Amitabh Chakraborty, da Religare Securities, na Índia.  O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subiu 3,01%, operando em alta pelo terceiro dia consecutivo. O índice Nikkei da bolsa de Tóquio subiu 5,22 %, retomando as operações após um feriado na segunda-feira.

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