Bovespa: isenção de CPMF estimula negócios

O presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Alfredo Riskhalah, disse que a isenção de cobrança da CPMF para investidores estrangeiros na bolsa permitirá um aumento dos negócios no mercado acionário brasileiro. Além disso, uma possível perda de arrecadação da CPMF poderá ser compensada com o aumento médio de negociações na bolsa brasileira. De acordo com Riskhalah, em 1997 a média diária de negociações no mercado financeiro brasileiro era de US$ 1,2 bilhão e hoje é de US$ 250 milhões. Com a introdução da cobrança da CPMF, há cerca de três anos, boa parte dos negócios com ações de empresas de primeira linha, na Bovespa, acabaram migrando para a Bolsa de Nova York. A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) da Bovespa deve iniciar operação de liqüidação de câmbio das operações de compra e venda de ações de investidores estrangeiros no País dentro de 30 a 45 dias.Na avaliação do presidente da Bovespa, a isenção da CPMF para estrangeiros na bolsa não fará com que os investimentos nas ações em Nova York retornem por completo ao País, mas o mecanismo permitirá aos investidores estrangeiros fazerem operações no mercado brasileiro e investirem em ações de outras empresas consideradas como de segunda e terceira linhas. Bovespa foi a favor da decisãoO presidente da Bovespa observou que existem diversos indicadores na economia interna brasileira que sãoatrativos para os investimentos estrangeiros em bolsa. Ele citou como exemplo o custo de oportunidade das ações brasileiras, o qual, na sua avaliação, permite um retorno médio, por investimento em ação, superior ao retorno obtido em outros mercados em desenvolvimento.A posição assumida pela Bolsa de Valores de São Paulo é a favor do fim da cobrança da CPMF para todos os brasileiros. Ele disse ainda que já estão sendo estudados todos os dispositivos que serão necessários para que a Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) comece a fazer as operações de câmbio dos investidores estrangeiros. A Bovespa aguarda ainda normas e resoluções do Banco Central que detalharão o procedimento a ser adotado para que o mecanismo comece efetivamente a funcionar. A expectativa é a de que o mecanismo entre em operação dentro de 30 ou 45 dias.

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