Bovespa mantém alta apesar de NY e fecha com ganho de 1,81%

Em Wall Street, mercados reduziram as perdas no fim do pregão, mas fecharam em baixa; dólar cai e vai a R$ 2,10

Da Redação,

14 Outubro 2008 | 17h27

Após oscilar durante a tarde, influenciada pela ampliação das perdas em Nova York, a Bolsa de Valores de São Paulo conseguiu vencer a tendência de baixa e fechou em alta de 1,81%, aos 41.569 pontos - a segunda valorização da semana. Em Wall Street, o Dow Jones teve queda de 0,82%, o Nasdaq registrou perdas de 3,54%, e o S&P 500 perdeu 0,54%.   Veja também: Bush anuncia compra de ações de bancos pelo Tesouro dos EUA Em meio à crise, empresas têm que pagar US$ 15 bi ao exterior Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    O mercado de ações norte-americano enfrentou mais uma tarde de transações voláteis, com os principais índices chegando a registrar baixas acentuadas - com o Dow Jones caindo mais de 2% - apenas para reduzirem as perdas nesta última hora de sessão.   De acordo com analistas, o entusiasmo com o plano do governo dos EUA para investir bilhões de dólares nos bancos deu lugar as preocupações relacionadas com a economia, que pesa especialmente sobre as ações do setor de tecnologia e consumo. "Com uma recessão ainda num futuro próximo, as ações de tecnologia permanecem sendo uma preocupação e em outros setores que não têm o benefício do pesado apoio do governo", segundo analistas do Action Economics.   As ações do setor financeiro, que se beneficiam diretamente do plano do Tesouro, limitaram as perdas dos índices, com destaque para: Bank of America +16,19% e Citigroup +21,33%. O Dow também recebeu suporte da alta das ações da Johnson & Johnson, que anunciou um aumento de 30% de seu lucro líquido no terceiro trimestre deste ano em comparação com o resultado de igual período de 2007.   Por outro lado, pesaram sobre o índice as perdas das blue chips Coca-Cola -7,87%, Microsoft -5,49% e Intel -6,47%. Coca e Intel divulgam seus balanços do terceiro trimestre depois do fechamento do mercado.   Dólar   O dólar fechou em queda pela segunda sessão consecutiva, aproveitando a relativa tranqüilidade dos mercados acionários e medidas do Banco Central para devolver parte das recentes altas. A moeda norte-americana perdeu 1,78%, a R$ 2,102. Na semana, a divisa já acumula baixa de 9,93%, mas ainda avança quase 10% neste mês.   "O mercado ainda continua preocupante, mas está um pouco mais tranqüilo. Pelo menos, agora o pessoal começou a trabalhar com algum fundamento, precificando os ativos", afirmou Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista.   Segundo o diretor, o aumento da confiança dos investidores com os planos coordenados dos principais governos mundiais para combater a crise está abrindo espaço para o ajuste do dólar no mercado doméstico.   Nesta terça-feira o governo dos Estados Unidos anunciou as primeiras iniciativas para injetar recursos nos bancos, seguindo medidas similares na Europa, o que elevou os ânimos dos investidores.   "(A recente valorização do dólar) foi muito mais um ataque irracional do que realmente uma precificação com algum fundamento", ressaltou Rodrigues, explicando que o ajuste do dólar deve ocorrer de forma mais rápida do que nas bolsas. Na última quarta-feira, o dólar chegou a atingir R$ 2,53, o que representou uma alta de mais de 60% frente ao fechamento de 1º de agosto. Rodrigues ponderou que qualquer estresse externo pode novamente impulsionar a moeda norte-americana frente ao real.   O Banco Central realizou nesta sessão mais um leilão de venda de dólares no mercado à vista e um leilão de swap cambial, no qual vendeu a totalidade dos contratos oferecidos. O BC anunciou ainda que realizará um leilão de venda de dólares com compromisso de recompra na quarta-feira.   A autoridade monetária vem atuando diariamente para combater os problemas de liquidez, tanto em reais quanto em dólares, derivados da crise internacional de crédito. "O governo vem agindo de forma bem correta. A falta de liquidez lá fora... empoçou a liquidez nos grandes bancos aqui dentro", afirmou o diretor, referindo-se principalmente à falta de linhas de créditos em dólares para exportadores.

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