Coluna

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Bovespa mantém alta de 9% com Citi e novo plano britânico

Principais praças européias fecham com valorizações superiores a 9%; mercados de Nova York também sobem

Agência Estado,

24 de novembro de 2008 | 15h01

A ajuda do governo dos EUA ao Citigroup injetou um poderoso estímulo aos mercados mundiais nesta segunda-feira, resultando em forte alta nas bolsas, tanto em Wall Street, como nas principais praças européias e também em São Paulo. Ações do setor bancário são destaques em todos os mercados acionários. No final da manhã, o ânimo foi reforçado pelo anúncio do governo britânico de um pacote de estímulo fiscal de 20 bilhões de libras (US$ 30 bilhões), incluindo corte de 17,5% para 15% no imposto sobre valor agregado.   Veja também: Reino Unido lança novo pacote anticrise de US$ 30 bilhões EUA vão injetar US$ 20 bilhões para salvar o Citigroup De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Às 15 horas (de Brasília), o Dow Jones subia 4,01%, o S&P 500, +4,99% e o Nasdaq, +4,57%. Londres (9,84%), Paris (10,09%) e Frankfurt (10,34%) fecharam com valorizações superiores a 9%. A Bovespa subia 9,34%, reagindo a todos esses fatores e também corrigindo parte das perdas da semana passada, especialmente da sexta-feira.   O governo norte-americano vai colocar US$ 20 bilhões no Citigroup e garantir até US$ 306 bilhões em ativos do banco. Em troca, terá ações preferenciais da instituição, mas o efeito de diluição da oferta de papéis não está sendo considerado tão ruim, face ao que representava a situação do Citi em termos de risco.   Os mercados aguardam também com expectativa o anúncio dos líderes da equipe econômica do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, e já repercutem positivamente o nome de Timothy Geithner, atual presidente do Fed de Nova York, que deverá ser indicado para o Tesouro, em lugar de Henry Paulson.   Dólar e juros também operam em queda, movimento reforçado ainda por motivos domésticos: as remessas de lucros e dividendos desaceleram em outubro, o IED veio no teto das expectativas (US$ 3,9 bi) e o mercado está cada vez mais convencido de que não há espaço para o BC elevar os juros.   Bancos lideram na Bovespa   Também na Bovespa os bancos figuram entre os grandes destaques desta segunda-feira. Unibanco Units registrava valorização de 13,45% e o Itaú, 12,32%, às 13h51. Bradesco PN subia 8,30% e Banco do Brasil ON +8,68%. Já Nossa Caixa ON mostrava variação positiva de apenas 0,87%, esgotando o fôlego de alta, depois de ter disparado 22% na sexta-feira, após o anúncio da venda para o Banco do Brasil, cujas ações fecharam no sentido inverso, com perda de 14%.   Esse respiro da Bolsa nesta segunda é importante porque interrompe uma seqüência muito negativa, mas não empolga ninguém. É só uma recuperação técnica. Analistas lembram ainda que essa é uma semana com agenda carregada de indicadores econômicos importantes no exterior, entrecortada pelo feriado de Thanksgiving (Ação de Graças) nos EUA na quinta-feira. Ou seja, a Bolsa tem ainda mais motivos para manter a volatilidade elevada. Mas, pelo menos nesta segunda, as vendas cedem espaço para um pouco de compras.

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