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Bovespa melhora no final e sobe com Vale e Petrobras

Ibovespa terminou a sessão na máxima, em alta de 0,40%; no mês, acumula alta de 6,47% e, no ano, de 11,43%

Claudia Violante, da Agência Estado,

16 de fevereiro de 2009 | 18h30

O feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos deixou o primeiro pregão da semana na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apático. A reação ficou para o final. O Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - terminou a sessão na máxima, em alta de 0,40%, aos 41.841,32 pontos. No mês, acumula alta de 6,47% e, no ano, de 11,43%.  Veja também:Dólar sobe com cenário externo negativo e feriado nos EUADe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Segundo dados preliminares, O giro financeiro totalizou R$ 4,954 bilhões, mas quase metade dele decorreu do vencimento de opções sobre ações. Dados divulgados pela Bolsa mostraram que o exercício respondeu por R$ 2,104 bilhões, acima do último vencimento, em 19 de janeiro, quando o volume alcançou R$ 1,184 bilhão. Antes da reação, prevaleceu sobre as ações o mau humor externo, depois que o Japão anunciou um tombo de 3,3% no PIB do quarto trimestre de 2008 ante o terceiro, ou de 12,7% em termos anualizados, a maior retração desde os primeiros três meses de 1974.  Em resposta à queda do PIB japonês, a maioria dos mercados asiáticos fechou em baixa - a exceção foi a China -, assim como as bolsas europeias, onde também pesaram, sobretudo, as ações dos bancos, com os temores sobre a saúde das instituições financeiras.  Em Londres, o índice FT-100 caiu 1,31; em Paris, o índice CAC-40 perdeu 1,19%; em Frankfurt, o índice Dax-30 teve queda de 1,06%. Os papéis do Santander caíram 4,02% em Madri; o Credit Suisse recuou 4,94% em Zurique e o Deutsche Bank perdeu 6,47% em Frankfurt.  Com a fraqueza da segunda maior economia mundial, as commodities engataram trajetória descendente, diante da constatação de que a demanda, que já seria menor, agora deve ser ainda mais fraca do que o previsto. As commodities metálicas recuaram, bem como o petróleo. As blue chips domésticas passaram praticamente o dia todo influenciadas por tal desempenho, até melhorarem nos minutos finais da sessão.  Vale ON subiu 0,33% e PNA, 0,75%. Do setor minerador, vale registro para a notícia de que a China Minmetals Nonferrous Metals Company, ou Minmetals, anunciou que comprará a australiana OZ Minerals por 2,6 bilhões de dólares australianos (US$ 1,7 bilhão). Na semana passada, a Chinalco já havia anunciado a elevação de sua participação na Rio Tinto para 18%. Petrobras avançou 0,97% a ON e 1,16% a PN. Com o feriado nos EUA, o petróleo funcionava no pregão eletrônico. Às 18h22, recuava 0,56%, a US$ 37,30, com os temores de enfraquecimento da demanda. O destaque do pregão foi Positivo Informática, que disparou 78,85%, com o surgimento de novos boatos de que uma multinacional da área de tecnologia de informação teria feito uma oferta pela companhia. Desta vez, Dell e Lenovo são apontadas como possíveis compradoras, segundo operadores.

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