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Bovespa melhora no final, mas garante alta de apenas 0,03%

Investidores receberam um incentivo extra no final da tarde, com declarações sobre os resultados do JPMorgan

Claudia Violante, da Agência Estado,

11 de março de 2009 | 17h32

Em um pregão marcado por oscilações e com poucas notícias, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) escapou da queda na hora final, influenciada pelas bolsas de Nova York. As bolsas norte-americanas estiveram mais firmes em garantir os ganhos nesta sessão, e receberam um incentivo extra no final da tarde, com declarações sobre os resultados do JPMorgan. A Bolsa doméstica, que recuava, seguiu a melhora e virou. Veja também:  Queda do PIB no quarto trimestre é a maior desde 1996  Educação acelera IPCA, mas preços devem ceder, diz IBGE  De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   O Ibovespa terminou a sessão com ligeira alta, de 0,03%, aos 38.804,80 pontos. Na mínima, tocou os 38.238 pontos (-1,43%) e, na máxima, os 39.310 pontos (+1,33%). No mês, a Bolsa acumula elevação de 1,63% e, no ano, de 3,34%. O giro financeiro totalizou R$ 3,626 bilhões. Os dados são preliminares. Depois dos ganhos fortes da véspera, os investidores passaram boa parte do pregão à procura de justificativas para continuar a comprar papéis, mas o dia hoje foi relativamente fraco lá fora. Até o final da tarde, as ordens de compras ainda ecoavam as declarações da véspera do CEO do Citigroup, Vikram Pandit. Cerca de uma hora antes de o pregão terminar, a cadeia de notícias CNBC soltou uma informação sobre os resultados do JPMorgan, dando um fôlego extra às bolsas norte-americanas. A Bovespa acompanhou.  O executivo-chefe do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, disse que o banco foi lucrativo em janeiro e fevereiro, segundo a CNBC. O teor das declarações foi muito semelhante às feitas ontem pelo executivo-chefe do Citigroup. Embora pareça favorável, o mercado quer ver os números de fato para então decidir por si só o que fazer. Mas até que isso aconteça, mais uma vez se garantiu comprando - hoje com menos desespero.  Dow Jones fechou em alta de 0,06%, aos 6.930,40 pontos, S&P teve alta de 0,24%, aos 721,36 pontos, e Nasdaq subiu 0,98%, aos 1.371,64 pontos. As ações do JPMorgan fecharam em alta de 4,62% e as do Citigroup, de 6,21%. Bank of America avançou 2,92%.  As principais bolsas europeias também subiram nesta quarta-feira, dando continuidade aos ganhos da sessão de ontem. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 teve valorização de 0,39% e fechou em 2.674,20 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-Dax avançou 0,70% e fechou em 3.914,10 pontos. Destaques no mercado interno No Brasil, os investidores estrangeiros estiveram atuantes hoje, sustentando principalmente os papéis da Petrobras. Com isso, as ações da estatal fecharam na contramão do petróleo, em alta de 0,63% a ON e 0,52% a PN. Na Nymex, o contrato para abril terminou com baixa de 7,39%, a US$ 42,33. A redução nos preços do petróleo foi motivada pelos estoques semanais do produto. Segundo o Departamento de Energia dos EUA (DOE), houve avanço de 749 mil barris na semana encerrada em 6 de março, para 351,339 milhões de barris, ante expectativa de alta de 200 mil barris por parte de analistas.  Vale também conseguiu descolar-se da queda dos metais e subiu favorecida pelas compras de estrangeiros e pelo aumento das importações de commodities metálicas pela China. Vale ON, +1%, e PNA, +0,40%. O governo de Pequim anunciou que as compras de minério de ferro totalizaram 46,74 milhões de toneladas métricas em fevereiro, com expansão de 43,2% ante janeiro e de 22,4% ante fevereiro de 2008, dado que reforça a percepção do mercado de que o país atuou para ampliar seus estoques. As importações de cobre aumentaram 41,5% em fevereiro ante janeiro.  Segundo um operador, o mercado doméstico ainda trabalhou na expectativa da reunião do Copom, que só vai repercutir nos negócios nesta quinta-feira. Depois dos dados ruins do PIB, cresceram as apostas de corte de 1,5 ponto porcentual da taxa Selic, embora não tenha sido descartada uma redução ainda mais ousada, de 2 pontos.  Amanhã, a agenda está mais forte em eventos nos EUA, com destaque para as vendas no varejo, estoques de empresas e pedidos de seguro-desemprego. No Brasil, destaque para o sinalizador da produção industrial e a pesquisa industrial de emprego e salário.

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