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Bovespa mira exterior e abre em alta

Às 10h05, o Ibovespa subia 0,70%, aos 53.538,09 pontos, na máxima

19 de abril de 2013 | 10h39

A recuperação ensaiada na quinta-feira, 18, pela Bovespa, na contramão dos mercados internacionais, tem continuidade nesta sexta-feira, 19, desta vez com a ajuda dos negócios no exterior. Ainda assim, os ganhos do dia dificilmente conseguirão neutralizar as perdas acumuladas nesta semana, que giram em torno de 4%. A agenda econômica mais fraca desta sexta-feira desloca as atenções para as reuniões de lideranças econômicas globais em Washington. Às 10h05, o Ibovespa subia 0,70%, aos 53.538,09 pontos, na máxima. 

Operadores consultados nesta manhã afirmam que a alta ensaiada no mercado acionário doméstico acompanha o desempenho dos índices acionários no exterior, que apontam para uma abertura no azul em Nova York e que sustentam as principais bolsas europeias no campo positivo. As ações ligadas aos recursos básicos são destaque de ganhos, uma vez que foram as que mais sofreram recentemente por causa de dados decepcionantes sobre a economia da China divulgados no início da semana.

Essa performance externa tende a contribuir no desempenho da Vale, que seguiu liderando a lista das maiores exportadoras do País, totalizando US$ 5,566 bilhões em vendas externas no primeiro trimestre deste ano. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No mesmo período, o déficit da balança comercial da Petrobras saltou 340%, a US$ 7,396 bilhões, devido ao aumento das importações de derivados.

Ainda entre as blue chips, os investidores também devem repercutir a aprovação de empréstimo ao Porto Sudeste, do Grupo EBX, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pela segunda vez no mês. O grupo do empresário Eike Batista espera sacar ainda neste trimestre a primeira parcela do empréstimo, de R$ 935 milhões.

O operador sênior da Renascença Corretora, Luiz Roberto Monteiro, explica que o que acontece com as "empresas X" é o mesmo que afeta a Bolsa como um todo. "É uma grave crise de credibilidade", avalia. Para ele, a perda de confiança dos investidores em relação ao Brasil é refletida na performance do Bolsa, que cai mais de 10% no ano, na contramão dos mercados no exterior.

"Estamos cerca de 20 mil pontos distantes da nossa pontuação máxima, enquanto há alguns dias as Bolsas de Nova York estavam renovando recordes históricos de alta", ilustra, referindo-se à pontuação acima dos 73 mil pontos, registrada pelo Ibovespa em maio de 2008. "O problema é interno", completa Monteiro.

Dessa forma, dificilmente o Ibovespa terá forças para zerar as perdas de 3,97% registrados até ontem, depois das fortes perdas verificadas na segunda-feira (-3,66%) e na quarta-feira (-2,05%). Aliás, a manutenção do sinal positivo entre os ativos de risco esperado para a abertura do pregão local ao longo do dia vai depender da reação dos investidores aos encontros do G-20, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, na capital norte-americana.

Por enquanto, os agentes financeiros estão adotando a postura de "esperar para ver", no aguardo de alguma novidade inesperada. Às 9h55, o futuro do S&P 500 subia 0,41% e a Bolsa de Paris avançava 0,90%.

Em tempo: estreia nesta sexta-feira, 19, os negócios com as ações da Biosev na Bovespa, sob o código BSEV3. A empresa, braço sucroenergético da trading francesa Louis Dreyfus Commodities, levantou R$ 814,351 milhões em sua oferta pública inicial de ações (IPO). Esse montante considera o preço de cada papel, já estabelecido anteriormente em R$ 15,00, e as opções de ação, que correspondem a R$ 9,351 milhões.

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