Bovespa não sustenta alta e cede, acompanhando perdas em NY

Alta das ações da Petrobras não segura otimismo na Bolsa de São Paulo, que é afetada pelo mercado dos EUA

Agência Estado,

13 de maio de 2008 | 12h04

Após uma abertura em alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não conseguiu firmar-se no terreno positivo e passou a operar em baixa, influenciado pela mudança de humor nas Bolsas de Nova York. Às 11h59 (de Brasília), o Ibovespa cedia 0,34%, a 70.176 pontos.  Veja também:Lucro da Petrobras cresce bem acima do esperado no 1º triPaís pode ter o terceiro maior campo de petróleoPreço do petróleo em alta Em Nova York, as Bolsas americanas também inverteram o sinal e passaram a operar em baixa. No mesmo horário, o índice Dow Jones cedia 0,26%, o Nasdaq-100 recuava 0,21% e o S&P 500 cedia 0,20%.  As perdas do Ibovespa são não são maiores porque as ações da Petrobras mantêm o sinal positivo, em reação ao balanço financeiro do primeiro trimestre deste ano acima do esperado. Às 10h56, as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da estatal petrolífera ganhavam 1,33% e 1,97%, respectivamente.  O aumento no lucro líquido de Petrobras foi atribuído à redução nas despesas operacionais e ao efeito positivo sobre o resultado financeiro decorrente da menor apreciação do real no período, segundo relatório divulgado pela companhia junto com o balanço financeiro.  O comportamento do câmbio provocou um efeito positivo de R$ 535 milhões sobre o resultado financeiro líquido da estatal. As margens da companhia, no entanto, indicam que o resultado poderia ter sido melhor caso a defasagem entre os preços internos e os praticados no mercado internacional para petróleo e derivados tivesse sido corrigida já no primeiro trimestre, segundo o analista Nelson Rodrigues de Matos, do Banco do Brasil Investimentos (BBI), ouvido pela repórter Tatiana Freitas.  Por causa do balanço, as cotações internacionais do petróleo devem exercer influência menor nos papéis da estatal nesta terça. Os contratos futuros de petróleo operam em baixa, em reação à redução na projeção para o crescimento da demanda mundial de petróleo pela Agência Internacional de Energia (AIE).

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