Bovespa opera com volatilidade, a espera da abertura em NY

Fechados na segunda em decorrência de feriado, mercados dos EUA devem mexer com a Bolsa de SP

Sueli Campo, da Agência Estado,

22 de janeiro de 2008 | 11h24

O nervosismo de mais um dia de perdas fortes mantêm os mercados acionários sob forte pressão nesta terça-feira, 22. As atenções estão voltadas para a abertura do pregão regular em Nova York, após o feriado de segunda. A expectativa é de que o mercado de ações norte-americano se ajuste à queda registrada pelos índices futuros de ações, que funcionaram durante parte do dia. Até a abertura do pregão regular em Wall Street (às 12h30), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve mostrar volatilidade. Às 11h10, o principal índice da Bolsa ganhava 0,65% a 54.059 pontos, mas já transitou pelo terreno negativo nos primeiros minutos de negociação (-0,09%). Após ensaiar alta de mais de 0,60%, o índice Bovespa futuro caiu e subiu várias vezes no pregão eletrônico, entre as 10 horas e as 11 horas. Na segunda, o Ibovespa despencou 6,60%, maior queda num único dia desde 27 de fevereiro do ano passado (-6,63%), fechando no nível de 53.709,1 pontos. As bolsas asiáticas voltaram a amargar pesadas perdas nesta terça-feira. O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio despencou 5,64% e a Bolsa de Xangai afundou 7,22%; Hong Kong caiu 8,65%. Nos EUA, os índices futuros de ações também operam sem direção. Começaram o dia em alta, mas voltavam ao vermelho, reagindo aos balanços decepcionantes divulgados pelos bancos Wachovia e do Bank of America, que também empurraram novamente para baixo as bolsas européias. Fed Rumores de que o banco central americano (Fed) poderia se antecipar à reunião marcada para semana que vem e anunciar um corte dos juros básicos nos EUA contribuíram para a tentativa de recuperação ensaiada mais cedo pelas bolsas. "As expectativas de corte dos juros estão segurando o mercado. Houve um rumor de que o Fed poderia reduzir o juro em 1 ponto porcentual. As pessoas também esperam por uma ação coordenada dos bancos centrais", disse Edmund Shing, do BNP Paribas, referindo-se à especulação de que o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE) poderiam se juntar ao Fed e anunciar cortes emergenciais dos juros esta manhã. Hoje, a única certeza, dizem analistas, é que aumentou a correlação entre os mercados financeiros. Por isso, o comportamento da Bovespa será determinado por Nova York. A queda de 6,6% da Bovespa ontem espelha uma redução forte da exposição ao risco, mas não indica uma piora do fundamento nessa magnitude. "O que piorou foram as expectativas em relação ao fundamento", assinala um analista.

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