Bovespa oscila entre alta e baixa nesta sexta-feira

Volatilidade continua sendo a palavra de ordem na bolsa paulista, que despencou mais de 3% na quinta-feira

Agência Estado,

25 de julho de 2008 | 14h32

A volatilidade continua sendo a palavra de ordem na Bovespa. O índice paulista abriu nesta sexta-feira, 25, em forte queda e chegou a registrar mínima de 56.418 pontos (-1,77%). Mas, no início da tarde, a Bolsa reverteu o movimento e passou a operar no azul, patrocinada pela melhora das bolsas em Wall Street em reação a indicadores dos EUA melhores que o esperado pelo mercado. Na quinta-feira, a Bovespa despencou mais de 3%, empurrada pelas ordens de vendas de estrangeiros, concentradas em Vale e Petrobras e siderurgia.    Veja também: Temor sobre crescimento derruba mercados da Ásia Após Copom, Bovespa cai para menor nível em 6 meses   Às 13h46, o Ibovespa registrava avanço de 0,33%, aos 57.623 pontos. A máxima do índice paulista foi de 57.711 (+0,48). No mesmo instante, o Dow Jones subia 0,32%, Nasdaq ganhava 0,99%, e S&P-500 tinha apreciação de 0,48%. Na Europa, as bolsas encerraram em direções distintas. Londres (-0,18%), Paris (+0,67%) e Frankfurt (-0,06%).   O dólar iniciou o dia em baixa em relação ao fechamento de quinta-feira e manteve-se na mesma trajetória durante toda a manhã. Mas, basicamente, a moeda apenas retornou às mínimas da primeira metade do pregão de quinta. Às 13h32, o dólar pronto valia R$ 1,5730, com queda de 0,38%, encontrando-se na máxima intraday, no balcão. Na mínima, o dólar cedeu a R$ 1,5710 (0,50%).   Entre os indicadores divulgados nos EUA, as encomendas de bens duráveis subiram em junho, a queda nas vendas de novos imóveis não foi tão ruim no mês passado e o sentimento dos consumidores melhorou em julho.   De acordo com um operador, o forte movimento de vendas na Bolsa no início dos negócios foi inflado por investidores que não conseguiram vender seus papéis ontem, quando o índice registrou o pior desempenho desde 23 de janeiro deste ano (54.234,8 pontos), fechando aos 57.434,4 pontos (-3,34%). "O medo de que hoje pudesse ser mais um dia ruim levou quem ficou na espera ontem a sair vendendo logo de cara, para tentar reduzir as perdas", disse a fonte.   O petróleo também contribui para a melhora dos mercados. O contrato negociado na Nymex caiu abaixo de US$ 123 pela primeira vez desde junho, uma vez que a queda na demanda por combustíveis nos EUA continua pressionando o mercado. Às 13h48, o barril para setembro recuava 1,06%, a US$ 124,15 na plataforma eletrônica. Em Londres, o Brent para setembro cedia 1,04%, a US$ 125,12.   O movimento de queda do petróleo, pelo menos por enquanto, não está influenciando negativamente as ações da Petrobras que, no início da tarde, passaram para o positivo. Durante a manhã, os papéis chegaram a registrar queda superior a 2%. Às 13h40 as ações PN ganhavam 0,58%, a R$ 34,70 e as ON +0,57%, a R$ 42,11. Já a Vale, outra importante blue chip, se mantém no vermelho. PNA -0,26%, a R$ 37,89, ON -0,66%, a R$ 43,44.

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