Bovespa oscila, mas tem avanço de 0,52% com melhora externa

Cenário:

ANA LUÍSA WESTPHALEN , O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 02h09

O Ibovespa reverteu as perdas da primeira parte da sessão de ontem para fechar o dia no terreno positivo. Em um pregão de predomínio da volatilidade no ambiente doméstico, a inversão de trajetória da Bolsa brasileira ocorreu em linha com a melhora do sentimento dos investidores no exterior. A Bovespa encerrou a quarta-feira em alta de 0,52%, aos 56.539,40 pontos. Ainda assim, no mês de novembro, o Ibovespa acumula queda de 0,92%, e, no ano, recuo de 0,38%.

As ações da Petrobrás ajudaram a puxar o avanço do índice. O papel ON da petroleira subiu 0,68%, enquanto o PN avançou 0,76%. As companhias elétricas continuaram se recuperando das perdas recentes e chegaram a figurar, em alguns momentos do dia, entre as maiores altas do índice, apesar de o governo ter afirmado que nada mudou quanto ao prazo para assinatura dos contratos de prorrogação das concessões. Cesp PNB subiu 2,94% e Cemig PN teve alta de 2,69%. Vale, por outro lado, caiu 1,67% na ON e 1,43% na PNA.

No início da tarde, as bolsas em Nova York migraram para o azul impulsionadas pela percepção de que um acordo pode ser alcançado nos Estados Unidos para evitar o chamado "abismo fiscal". As declarações do presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, e do presidente Barack Obama sobre o tema alimentaram as esperanças dos investidores sobre as negociações na arena fiscal. O índice Dow Jones teve alta de 0,83%, o S&P 500 avançou 0,79% e o Nasdaq subiu 0,81%.

No mercado de câmbio brasileiro, os ganhos do dólar no balcão perderam parte do fôlego ante o real à medida que a cautela no exterior se dissipava. O movimento, no entanto, não foi suficiente para que a moeda norte-americana invertesse o sinal no País, em oposição ao que ocorreu ante outras moedas ligadas a commodities no exterior. O dólar fechou o dia cotado a R$ 2,088 no balcão, com alta de 0,34%.

No mercado de juros futuros, a percepção dos agentes financeiros de que a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2012, ontem, iria ratificar o juro básico, a Selic, em 7,25% ao ano impediu oscilações mais consistentes das taxas de juros de contratos com prazos mais curtas. Mas a melhora do apetite por risco durante a tarde refletiu-se em um discreto viés de alta em praticamente toda a curva de juros. A taxa do contrato para janeiro de 2014 terminou em 7,30%, ante 7,28% no ajuste. O juro com vencimento em janeiro de 2017 ficou em 8,71%, de 8,68% na véspera.

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