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Bovespa oscila na abertura e passa a cair, seguindo Europa

Queda deve se acentuar após a abertura das bolsas norte-americanas, segundo analistas ouvidos pela 'AE'

Agência Estado,

19 de novembro de 2008 | 12h27

A Bolsa de Valores de São Paulo teve uma abertura bastante volátil nesta quarta-feira, 19, e, durante a primeira meia hora de pregão, registrou altas e baixas várias vezes. Às 12h13, o principal índice da Bovespa havia se estabilizado no campo negativo e caía 0,23%, aos 34.017 pontos. A volatilidade se segue a outros três dias de perdas. Nos Estados Unidos, os contratos futuros de índices de ações mostram baixa. Na Europa, as bolsas chegam a perder mais de 2%.   Veja também: Petrobras diz que deve postergar projetos por causa da crise De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    O curto avanço desta manhã na Bovespa é atribuído a um ajuste ao fechamento positivo em Wall Street na terça-feira, enquanto o mercado paulista ficou para trás, fechando em forte queda de 4,54%, aos 34.094 pontos.   Para alguns analistas, após a abertura das bolsas norte-americanas (às 12h30) a realidade deve pesar sobre o Ibovespa nesta quarta, véspera de feriado municipal em São Paulo pelo Dia da Consciência Negra. Na avaliação do analista da corretora Alpes Fausto Gouveia, as montadores nos EUA, que precisam de socorro financeiro imediato, serão o contrapeso hoje. "Como o Brasil tem um parque industrial grande, muito voltado para a produção de aço, se uma das três montadoras - Ford, GM e Chrysler - quebrar, a demanda por aço será prejudicada, com impacto negativo nas siderúrgicas brasileiras Usiminas e CSN."   Ontem, Ford, GM e Chrysler mostraram-se divididas sobre se aceitam novas imposições para melhorar o nível de consumo dos seus carros, em troca de recursos de emergência da ordem de US$ 25 bilhões. Há dúvidas se esses recursos são suficientes para salvar as empresas automobilísticas da falência. O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, resiste à pressão para ajudar a indústria automobilística, argumentando que o pacote de US$ 700 bilhões é para ajudar o setor financeiro.   Aqui, o foco fica sobre as ações de Petrobras, apontadas como as responsáveis pela queda acentuada de ontem. Os papéis da petrolífera aceleraram as perdas após declarações do gerente-geral de novos negócios da área de Exploração e Produção, José Jorge de Moraes Júnior, sobre a revisão do plano de negócios e a postergação da contratação de sondas. As ações voltam a cair 0,31% hoje.   Mais cedo, a estatal informou, em esclarecimento enviado à CVM, que o plano de negócios ainda está em elaboração e, por isso, a estatal não possui, no momento, informações suficientes para afirmar sobre o adiamento e a antecipação de seus projetos.   Ásia   A maioria das bolsas de valores da Ásia encerrou os negócios desta quarta-feira em baixa, à medida em que o apelo das montadoras dos Estados Unidos por um pacote de resgate do governo mostrou como a crise financeira está afetando fileiras cada vez maiores da economia global.   Agentes de mercados ficaram assustados com as perspectivas ruins apresentadas ao Congresso dos EUA por executivos das três maiores montadoras de Detroit, que também pediram um ajuda ao setor de 25 bilhões de dólares.   O índice Nikkei da bolsa de valores de Tóquio, no Japão, fechou em baixa de 0,66%, aos 8.273 pontos, puxado em parte pela queda das ações do maior banco do país, o Mitsubishi UFJ Financial Group que amargou uma queda de 61% em seu lucro trimestral.   A notícia de que o Sumitomo Mitsui Financial Group planeja levantar 4,2 bilhões de dólares em capital também contribuiu para o recuo do índice acionário. O indicador MSCI de ações da região Ásia-Pacífico excluindo o Japão recuou 1,26%.   O índice da bolsa de valores da Austrália teve desvalorização de 0,67%, refletindo o recuo dos papéis de empresas não-financeiras, depois que autoridades locais liberaram novamente as operações de venda a descoberto de ações.   Na Coréia do Sul, o índice Kospi perdeu 1,87%, para 1.016 pontos, mostrando mais uma vez que investidores têm se mantido afastados de ativos de maior risco, como as ações. Em Taiwan, a bolsa local teve queda de 0,49%, marcando novo patamar mínimo de fechamento em cinco anos, aos 4.284 pontos.   O índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong teve queda de 0,77%, depois que investidores resolveram embolsar parte dos ganhos registrados no início do pregão com os papéis de refinarias.   Na contramão da região, o índice da bolsa de Xangai encerrou os negócios com expressiva alta de 6,05%, também influenciado pelo comportamento das ações das refinarias de petróleo.

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