Bovespa oscila nesta manhã, seguindo mercados estrangeiros

Após abrir em baixa, Bolsa inverte o sinal e sobe 0,70%; na Europa, mercados viram e também operam em alta

Sueli Campo, da Agência Estado,

19 de março de 2008 | 10h34

A Bolsa de Valores de São Paulo sem direção definida nesta manhã, oscilando entre os terrenos positivo e negativo, em sintonia com o movimento dos mercados acionários no exterior. Às 10h18, o principal índice subia 0,70%, a 62.368 pontos, na pontuação máxima do dia até este horário, após ceder 0,19%, a 61.818 pontos, na mínima do dia, instantes antes. Esse comportamento cauteloso do mercado doméstico mostra que a animação de terça-feira, reforçada pela decisão do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) de reduzir em 0,75 ponto porcentual a taxa básica de juro americana, para 2,25% ao ano, pode ter sido apenas um alívio temporário. A avaliação é de que o corte de juro não é suficiente para conter a crise de crédito e os temores de uma crise de liquidez no sistema bancário.  Veja também:Resultado do Morgan Stanley é melhor que o previsto ''Crise é 30 vezes maior que a de 1998'', diz LulaDepois de corte de juros nos EUA, Bovespa fecha na máxima Juro americano cai para 2,25% e Fed sinaliza novas reduções Petróleo fecha perto de US$110 com corte de juro do FedCronologia da crise financeira   Mas apesar do viés negativo nas bolsas, o clima é mais tranqüilo nesta quarta, dia de agenda leve nos EUA. Às 10h16, o índice futuro do Nasdaq-100 subia 0,34% e o futuro do S&P 500 subia 0,52%, após operaram em baixa durante boa parte da sessão, esta manhã. O balanço do segundo maior banco de investimento dos Estados Unidos Morgan Stanley veio na mesma linha dos resultados divulgados ontem pelos bancos americanos Lehman Brothers e Bear Stearns. O Morgan Stanley registrou queda no lucro líquido, mas o resultado superou as previsões dos analistas. O lucrou líquido encolheu 42% no primeiro trimestre fiscal, encerrado em 29 de fevereiro deste ano, para US$ 1,55 bilhão, equivalente a US$ 1,45 por ação.  Mas o resultado superou com folga a média das estimativas dos analistas de Wall Street, que esperavam lucro por ação de US$ 1,03 por ação. Entre as notícias do dia, está prevista somente a divulgação dos relatórios de estoques de petróleo e derivados nos Estados Unidos na última semana, às 11h30 (de Brasília).  Por volta das 10h10, o contrato futuro de petróleo tipo WTI com vencimento em abril era negociado na plataforma eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) em baixa de 2,44%, a US$ 106,75 o barril. No mesmo horário, as ações preferenciais (PN) e ordinárias (ON) da Petrobras tinham alta de 0,8% e 0,76%, respectivamente. As bolsas européias também inverteram o sinal de baixa ao redor de 1% e operam em alta, depois de terem sido pressionadas pelos papéis do setor bancário e de tecnologia. O banco francês BNP Paribas subia cerca de 4,5% após afirmar não vai mais fazer oferta de compra do rival Société Générale, cujos papéis recuavam 7,2% às 8h40, contribuindo para a pressão das ações do setor bancário. Também pesa na Europa, a queda dos papéis do setor de tecnologia, com os investidores receosos de que o desaquecimento da economia prejudique o resultados das empresas, após a quarta maior fabricante mundial de celulares Sony Ericsson ter alertado que as vendas e o lucro líquido antes de impostos no primeiro trimestre de 2008 cairão quase pela metade.  Destaque ainda para a queda forte, ao redor de 6,6%, das ações da operadora de telefonia móvel Telecom Itália, em função de rumores sobre um possível aumento de capital da companhia, mas que foi negado pela direção da empresa. Às 10h16, a Bolsa de Londres subia 0,25%, a de Paris tinha alta de 0,54% e a de Frankfurt avançava 0,45%. Como as preocupações continuam as mesmas, a Bovespa deve permanecer volátil, a reboque das bolsas no exterior no curto prazo. "O investidor quer comprar, os preços estão convidativos, mas o que falta é coragem", diz um gestor. A forte alta de terça da Bovespa, de 3,2%, zerando a perda do dia anterior, pode trazer uma realização de lucros nesta quarta, mas uma definição vai depender do rumo dos negócios em Nova York.

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